26/05/2003
-
07h22
Girafas fazem jus ao significado de seu nome de origem árabe -"aquela que anda suavemente". O mais alto dos mamíferos cruza a estrada por onde o jipe de turistas que faz safári passa lentamente. Ela pára, olha para os lados e se junta ao seu grupo, com seis outras da mesma espécie.
Com bandos de antílopes, rinocerontes (às vezes, mãe e filhote), elefantes que devoram tudo que seja verde e leões sonolentos, as girafas ficam espalhadas pela reserva privada Shamwari, com cerca de 25 mil hectares, a 50 minutos de Port Elizabeth.
Mas o contato com a vida animal não é tão cheio de aventuras como pode parecer: há várias regras a serem seguidas nos safáris para garantir a segurança dos turistas (afoitos). Antes de partir em busca dos animais, o guia avisa: ninguém pode fica de pé no veículo, fazer barulho ou
falar alto.
A emoção mais forte do grupo foi encontrar dois leões, deitados, meio sonolentos. Um deles só deu um rugido, o outro ignorou. De repente, um dos leões se levanta, mira uma mulher do jipe e caminha calmamente em sua direção. A primeira reação da "vítima" foi se levantar -ação seguida por um safanão do "ranger" (guia). O animal contornou o jipe e seguiu para o meio dos arbustos.
Entre uma e outra parada para espreitar os animais, os "rangers" disparam curiosidades sobre a fauna: entre os kudus, os machos são os que têm chifre, um elefante come até 150 kg de comida por dia, o rinoceronte preto é mais agressivo do que o branco.
Shamwari, onde há 7.000 bichos, era um conjunto de fazendas antes de virar reserva. O veterinário Johan Joubert, 45, explica que os primeiros animais introduzidos ali foram os antílopes. "Eles não prejudicam a vegetação, que estava destruída por causa das cabras, vacas e ovelhas."
Depois de três anos, chegaram elefantes, rinocerontes e hipopótamos. Os leões foram introduzidos no ambiente após oito anos. "Agora queremos trazer cães-selvagens para equilibrar a cadeia alimentar", diz o veterinário.
Born Free
Leopardos, um dos "big five", não foram avistados soltos nessa reserva privada. Mas três espécimes desse animal estavam na Fundação Born Free, entidade internacional de proteção aos animais que surgiu depois do filme homônimo rodado no Quênia no final dos anos 60. Há um centro da fundação em Shamwari.
Com apenas duas semanas de vida, três filhotes de leopardo tiveram sua mãe morta por caçadores no Sudão. Eles foram parar nas mãos de soldados que alimentaram os filhotes com leite de vaca, inadequado para a espécie. Resultado: os leopardos ficaram com cabeça e barriga grandes.
Os filhotes Alam, Sami e Nimira não podem voltar para a savana porque não sabem caçar. Assim como os leões Raffi e Anthea, eles são cuidados em Shamwari (www.shamwari.com).
Leia mais:
Erramos: Guia regula ação de afoito em safári
História multiétnica delineia sul-africano
'Jo'burg' esvazia no centro
Pacotes para a África do Sul
Pool de operadoras tem roteiro de US$ 1.329 para a África do Sul
Pais temem rediscutir a era do apartheid
"Townships" lembram favelas do Brasil
Cidade do Cabo é versão oriental do Rio
Deuses se embeveceriam na península do Cabo
Savana da África do Sul se desvela em cores e silêncios
Tour no lombo de elefante faz as vezes de jipe
Aldeia dá uma pitada de cada etnia sul-africana
Hospedagem de luxo na selva custa caro
Antílopes incrementam churrasco sul-africano
Vinícolas da África do Sul mantêm tradição huguenote
Apogeu da Rota Jardim acontece na costa do Índico
Câmbio atrai turistas à África do Sul
Zulus encarnam ancestrais em Shakaland
Avestruz mescla refeição e divertimento
Plumas de avestruz enriqueceram criadores
Cavernas Cango são espetáculo de som e luz
Especial
Veja galeria de fotos da África do Sul
Guia regula ação de afoito em safári
da enviada especial da Folha de S.Paulo à África do SulGirafas fazem jus ao significado de seu nome de origem árabe -"aquela que anda suavemente". O mais alto dos mamíferos cruza a estrada por onde o jipe de turistas que faz safári passa lentamente. Ela pára, olha para os lados e se junta ao seu grupo, com seis outras da mesma espécie.
Com bandos de antílopes, rinocerontes (às vezes, mãe e filhote), elefantes que devoram tudo que seja verde e leões sonolentos, as girafas ficam espalhadas pela reserva privada Shamwari, com cerca de 25 mil hectares, a 50 minutos de Port Elizabeth.
Mas o contato com a vida animal não é tão cheio de aventuras como pode parecer: há várias regras a serem seguidas nos safáris para garantir a segurança dos turistas (afoitos). Antes de partir em busca dos animais, o guia avisa: ninguém pode fica de pé no veículo, fazer barulho ou
falar alto.
A emoção mais forte do grupo foi encontrar dois leões, deitados, meio sonolentos. Um deles só deu um rugido, o outro ignorou. De repente, um dos leões se levanta, mira uma mulher do jipe e caminha calmamente em sua direção. A primeira reação da "vítima" foi se levantar -ação seguida por um safanão do "ranger" (guia). O animal contornou o jipe e seguiu para o meio dos arbustos.
Entre uma e outra parada para espreitar os animais, os "rangers" disparam curiosidades sobre a fauna: entre os kudus, os machos são os que têm chifre, um elefante come até 150 kg de comida por dia, o rinoceronte preto é mais agressivo do que o branco.
Shamwari, onde há 7.000 bichos, era um conjunto de fazendas antes de virar reserva. O veterinário Johan Joubert, 45, explica que os primeiros animais introduzidos ali foram os antílopes. "Eles não prejudicam a vegetação, que estava destruída por causa das cabras, vacas e ovelhas."
Depois de três anos, chegaram elefantes, rinocerontes e hipopótamos. Os leões foram introduzidos no ambiente após oito anos. "Agora queremos trazer cães-selvagens para equilibrar a cadeia alimentar", diz o veterinário.
Born Free
Leopardos, um dos "big five", não foram avistados soltos nessa reserva privada. Mas três espécimes desse animal estavam na Fundação Born Free, entidade internacional de proteção aos animais que surgiu depois do filme homônimo rodado no Quênia no final dos anos 60. Há um centro da fundação em Shamwari.
Com apenas duas semanas de vida, três filhotes de leopardo tiveram sua mãe morta por caçadores no Sudão. Eles foram parar nas mãos de soldados que alimentaram os filhotes com leite de vaca, inadequado para a espécie. Resultado: os leopardos ficaram com cabeça e barriga grandes.
Os filhotes Alam, Sami e Nimira não podem voltar para a savana porque não sabem caçar. Assim como os leões Raffi e Anthea, eles são cuidados em Shamwari (www.shamwari.com).
Leia mais:
Especial

