China: Sol nasce bege na megalópole Xangai
MARIANA BARROS
Enviada especial da Folha de S.Paulo a Xangai
O horizonte de Xangai é bege.
De manhã cedo, o sol que brilha fraco atrás da espessa camada de poeira e as silhuetas futuristas dos prédios criam um cenário digno de "Blade Runner".
Por ser um centro industrial, Xangai sofre com todo tipo de poluição: da água, do ar, sonora e visual. Os rios Wu-sung e Huang-pu, que percorrem a cidade, recebem lixo de indústrias, casas e navios, sendo que o Huang-pu ainda é a principal fonte de abastecimento local.
Para amenizar esses problemas, a prefeitura empreende ações de reciclagem e limpeza -as ruas do centro de Xangai são extremamente limpas.
Local de fundação do Partido Comunista chinês, em 1921, a mais recente reviravolta de Xangai teve início em 1985, quando a cidade foi aberta a investimentos estrangeiros.
Nas áreas que anteriormente eram usadas para plantações, começaram a germinar imponentes arranha-céus, que mudaram radicalmente o cenário local. Agora, pouco mais de 20 anos depois, a paisagem espanta os visitantes pela velocidade com que foi transformada.
E as coisas não devem parar por aí: na praça do Povo, no final da Nanjing Road, uma maquete mostra as mudanças que virão até 2020. Xangai é um reflexo das mudanças do país.
Mariana Barros viajou a convite da Hewlett-Packard
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