Destinos Clássicos: Leipzig homenageia Bach com acervo simples, mas oficial
RICARDO FELTRIN
Editor-chefe da Folha Online, em Leipzig
Pouco mais de duas horas a bordo do rapidíssimo trem TGV separam Berlim de Leipzig. Localizada no leste da Alemanha, com 500 mil habitantes, essa é a maior cidade do Estado da Saxônia e tem a honra de abrigar o pequenino, porém oficial, museu Bach.
Todos os anos, dezenas de milhares de pessoas da Alemanha e do mundo todo se dirigem a Leipzig, especialmente em março e julho, para render homenagens ao maior músico que este planeta já viu. São os meses de nascimento (21 de março de 1685) e morte (28 de julho de 1750) de Johann Sebastian Bach.
| Eckehard Schulz/AP |
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| Leipzig homenageia Bach com acervo simples, mas oficial |
O museu é realmente modesto, talvez como o era Bach em vida. Funciona em um sobrado de alguns cômodos nos quais é possível apreciar uma pequena coleção de instrumentos musicais originais, ouvir parte de sua obra em fones de ouvido, ver algumas reproduções, gravuras e, infelizmente, pouquíssimas partituras originais (a maioria está em Berlim).
Diante do museu fica a estátua daquele senhor rechonchudo. Nem parece que ele mudou para sempre a história da música, a afinação de todos os instrumentos musicais e a própria arte da composição. Mas não é isso que o local deixa transparecer. Até o shopping local é modestinho.
Próximo ao museu Bach está a igreja de São Tomás (Thomaskirche). O compositor teve na cidade e nessa igreja em especial o posto de "kantor" (professor e diretor musical) de 1723 até sua morte. Dentro da Thomaskirche há uma suntuosa lápide com o nome do compositor talhado no metal dourado. É um dos locais mais fotografados de Leipzig.
Se está atrás de correção histórica, esqueça: não há nem uma só poeirinha de DNA pertencente a Johann Sebastian Bach naquele túmulo. Assim como outro gênio, Mozart, ninguém sabe onde Bach foi enterrado. Está em algum lugar de Leipzig, mas sabe lá Deus onde.
Outros ilustres
A cidade exala cultura -e música- universal em qualquer canto. Richard Wagner (1813-1883) nasceu ali. Felix Mendelssohn (1809-1847) também. Robert Schumann (1810-1856) morou lá.
Criado por Mendelssohn quando este tinha apenas 33 anos, o Conservatório de Música de Leipzig se transformou em uma das maiores escolas musicais do mundo à época, nos anos 1840.
Outra visita obrigatória é o museu de Instrumentos Musicais da Universidade de Leipzig. Localizado bem no centro da cidade e inaugurado em 1929, foi reaberto no ano passado, após anos de reorganização de seu imenso acervo. O museu funciona de terça a sexta, das 10h às 18h. O ingresso custa 5 (R$ 13).
Museu Bach
Thomaskirchhof 15-16
www.bach-leipzig.de
Museu de Instrumentos Musicais de Leipzig
Johannisplatz, 5 -11 mfm.uni-leipzig.de
Igreja de São Tomás
Thomaskirchhof, 18 www.thomaskirche.org
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