25/08/2003
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04h20
Na época atual, em que a globalização e o desenvolvimento tecnológico muitas vezes dificultam a preservação de tradições, o projeto "Sons do Cerrado" se propõe a resgatar valores culturais desse sistema biogeográfico. O objetivo é recuperar essas manifestações folclóricas pela música.
De acordo com a musicóloga Andréa Luísa Teixeira, 32, coordenadora do projeto, a intenção é produzir cem CDs para mapear o panorama cultural do cerrado. Até agora, são nove volumes. Referem-se a três linhas de trabalho: o registro de sons coletados entre habitantes ou grupos locais, as adaptações (releituras) da produção cultural da região e as composições oriundas do cerrado.
Os encartes dos CDs trazem depoimentos dos músicos sobre as tradições que apresentam. No volume três, "Encomendadeiras de Correntina: A Arte no Canto de Encomendar as Almas", uma das integrantes do grupo, "Pretinha", relata que, quando se bate a matraca (instrumento musical), "as almas ficam todas de joelho". Se alguém encostar na matraca, "a pessoa morre antes de interar (sic) o ano; a hora que bate ela é obrigada a rezar; se não rezar, as almas ficam esperando...".
O primeiro CD, "Deus te Salve Lapinha Santa" reúne cantos e marchas entoados entre 31 de dezembro e 6 de janeiro a fim de saudar os presépios. Os demais CDs agrupam o cancioneiro folclórico do cerrado reambientado para a linguagem coral, obras do compositor Mestre Arnaldo e "Cantos de Chuva", entre outras manifestações culturais.
O Projeto "Sons do Cerrado" foi criado pelo Centro de Folclore e História Cultural, vinculado à Universidade Católica de Goiás. Os CDs podem ser comprados no Memorial do Cerrado, em Goiânia, ou pelo telefone 0/xx/62/227-1708. O sistema biogeográfico do cerrado abrange regiões de Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Mato Grosso, Piauí, Minas Gerais e Bahia.
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CDs mapeiam folclore do cerrado
Especial para a Folha de S.PauloNa época atual, em que a globalização e o desenvolvimento tecnológico muitas vezes dificultam a preservação de tradições, o projeto "Sons do Cerrado" se propõe a resgatar valores culturais desse sistema biogeográfico. O objetivo é recuperar essas manifestações folclóricas pela música.
De acordo com a musicóloga Andréa Luísa Teixeira, 32, coordenadora do projeto, a intenção é produzir cem CDs para mapear o panorama cultural do cerrado. Até agora, são nove volumes. Referem-se a três linhas de trabalho: o registro de sons coletados entre habitantes ou grupos locais, as adaptações (releituras) da produção cultural da região e as composições oriundas do cerrado.
Os encartes dos CDs trazem depoimentos dos músicos sobre as tradições que apresentam. No volume três, "Encomendadeiras de Correntina: A Arte no Canto de Encomendar as Almas", uma das integrantes do grupo, "Pretinha", relata que, quando se bate a matraca (instrumento musical), "as almas ficam todas de joelho". Se alguém encostar na matraca, "a pessoa morre antes de interar (sic) o ano; a hora que bate ela é obrigada a rezar; se não rezar, as almas ficam esperando...".
O primeiro CD, "Deus te Salve Lapinha Santa" reúne cantos e marchas entoados entre 31 de dezembro e 6 de janeiro a fim de saudar os presépios. Os demais CDs agrupam o cancioneiro folclórico do cerrado reambientado para a linguagem coral, obras do compositor Mestre Arnaldo e "Cantos de Chuva", entre outras manifestações culturais.
O Projeto "Sons do Cerrado" foi criado pelo Centro de Folclore e História Cultural, vinculado à Universidade Católica de Goiás. Os CDs podem ser comprados no Memorial do Cerrado, em Goiânia, ou pelo telefone 0/xx/62/227-1708. O sistema biogeográfico do cerrado abrange regiões de Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Mato Grosso, Piauí, Minas Gerais e Bahia.
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