27/10/2003
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05h28
O Espírito Santo detém o recorde mundial da captura do marlim-azul, peixe que, para os praticantes da pesca oceânica, tem o mesmo valor de um Oscar. Há 11 anos a maior "estrela-do-mar" é o capixaba Paulo Amorim.
Num sábado de Carnaval, em 1992, o capitão Amorim saiu de lancha rumo a Guarapari (a 50 km de Vitória), sem imaginar que aquele seria um grande dia de pescaria --apesar de estar no período em que esses peixes de bico forram a costa do litoral do Estado, o que ocorre de outubro a março.
A cerca de 50 km da costa, Amorim sentiu um peixe na linha. O bicho bateu na carretilha central. Era o início da batalha.
Para o pescador, o peixe teria uns 400 kg. Mal sabia que quebraria o recorde mundial, capturando um marlim-azul de 636 kg, hoje homologado pela Igfa (International Game Fish Association).
Segundo Amorim, o embate entre ele e o marlim-azul --peixe considerado astuto, valente-- durou uma hora e meia, lembrando a briga de Santiago e um exemplar da espécie em "O Velho e o Mar".
No livro, no qual muitos pescadores se espelham, o personagem dizia: "É um peixe enorme e tenho de dominá-lo. Não posso deixar que ele compreenda a força que possui, nem o que poderia fazer se aumentasse a velocidade". "Usei toda a técnica e toda força possível", relata Amorim.
O esforço foi tanto que as roupas do pescador se descosturaram. Quase desistiu do embate, mas os companheiros de embarcação continuaram a incentivá-lo.
O peixe nem pôde ser embarcado. Para levar o marlim até o iate clube foram necessárias mais quatro horas. Lá, 20 homens içaram o peixe, que ainda expeliu dourados e atuns. O marlim chegou inteiro e foi doado a entidades filantrópicas.
Hoje, em todos os campeonatos que se realizam no Brasil e no mundo, a expectativa é quem conseguirá superar a "estrela-do-mar" capixaba. No recorde anterior ao de Amorim, que aconteceu na ilha de St. Thomas, arquipélago das Ilhas Virgens, o marlim pesava 582 kg. Foram 18 anos antes de ele ser quebrado pelo brasileiro.
"Ele quer que [o recorde] seja de um brasileiro. Mas ele é concorrente dele mesmo", afirma a mulher do recordista do marlim-azul, Carmem Lucia Amorim.
O casal é proprietário de uma empresa que fica em Guarapari e leva turistas e pescadores mar adentro, a Duda Mares 636 Sport Fishing, e da pousada Paulo Amorim 636.
Informações: 0/xx/ 27/3361-2000; www.pauloamorim636.com.br.
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Capixaba é recordista de marlim-azul há 11 anos
da Folha de S.PauloO Espírito Santo detém o recorde mundial da captura do marlim-azul, peixe que, para os praticantes da pesca oceânica, tem o mesmo valor de um Oscar. Há 11 anos a maior "estrela-do-mar" é o capixaba Paulo Amorim.
Num sábado de Carnaval, em 1992, o capitão Amorim saiu de lancha rumo a Guarapari (a 50 km de Vitória), sem imaginar que aquele seria um grande dia de pescaria --apesar de estar no período em que esses peixes de bico forram a costa do litoral do Estado, o que ocorre de outubro a março.
A cerca de 50 km da costa, Amorim sentiu um peixe na linha. O bicho bateu na carretilha central. Era o início da batalha.
Para o pescador, o peixe teria uns 400 kg. Mal sabia que quebraria o recorde mundial, capturando um marlim-azul de 636 kg, hoje homologado pela Igfa (International Game Fish Association).
Segundo Amorim, o embate entre ele e o marlim-azul --peixe considerado astuto, valente-- durou uma hora e meia, lembrando a briga de Santiago e um exemplar da espécie em "O Velho e o Mar".
No livro, no qual muitos pescadores se espelham, o personagem dizia: "É um peixe enorme e tenho de dominá-lo. Não posso deixar que ele compreenda a força que possui, nem o que poderia fazer se aumentasse a velocidade". "Usei toda a técnica e toda força possível", relata Amorim.
O esforço foi tanto que as roupas do pescador se descosturaram. Quase desistiu do embate, mas os companheiros de embarcação continuaram a incentivá-lo.
O peixe nem pôde ser embarcado. Para levar o marlim até o iate clube foram necessárias mais quatro horas. Lá, 20 homens içaram o peixe, que ainda expeliu dourados e atuns. O marlim chegou inteiro e foi doado a entidades filantrópicas.
Hoje, em todos os campeonatos que se realizam no Brasil e no mundo, a expectativa é quem conseguirá superar a "estrela-do-mar" capixaba. No recorde anterior ao de Amorim, que aconteceu na ilha de St. Thomas, arquipélago das Ilhas Virgens, o marlim pesava 582 kg. Foram 18 anos antes de ele ser quebrado pelo brasileiro.
"Ele quer que [o recorde] seja de um brasileiro. Mas ele é concorrente dele mesmo", afirma a mulher do recordista do marlim-azul, Carmem Lucia Amorim.
O casal é proprietário de uma empresa que fica em Guarapari e leva turistas e pescadores mar adentro, a Duda Mares 636 Sport Fishing, e da pousada Paulo Amorim 636.
Informações: 0/xx/ 27/3361-2000; www.pauloamorim636.com.br.
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