Em Dubai, diferenças culturais podem deixar turista em saia justa
JULIO ABRAMCZYK
Enviado Especial da Folha de S.Paulo a Dubai
Para um turista, em Dubai tudo é lazer e novidade. Desde em um simples passeio pela praia, ao ver uma senhora com a vestimenta tradicional, dos pés à cabeça, sair da água salgada e quente ao lado do marido, que está usando apenas um simples maiô.
Às vezes, pode-se levar um susto em um país de rígidas tradições. Foi o que aconteceu com a jornalista Patrícia Travassos, do SBT, na mesquita Jumeirah, um dos principais cartões-postais de Dubai.
A mesquita Jumeirah é uma das maiores entre os inúmeros locais de fé em Dubai. Construída de pedras, tem dois minaretes e um grande domo e é um exemplo da tradição fatímida medieval.
À noite, a mesquita fica iluminada e é um dos grandes marcos da cidade por sua beleza arquitetônica tradicional.
Na mesquita Jumeirah, que é a única que admite a entrada de não-muçulmanos, Patrícia tentou falar com uma senhora. A repórter não obteve resposta, mas a senhora chamou por celular o marido, que estava em outra parte da mesquita.
Ao chegar ao local onde estavam as duas e ouvir o que dizia a mulher, o marido, de forma agressiva, perguntou à repórter com que direito ela foi falar com aquela senhora se nem mesmo a conhecia.
Patrícia desculpou-se e pediu autorização para falar com a mulher, o que foi negado. E mais, por suficiente, não falou.
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