Transporte em Berlim inclui bonde, riquixá alemão e Trabant
LETÍCIA FONSECA-SOURANDER
Colaboração para a Folha de S.Paulo, em Berlim
Berlim é uma cidade espalhada. Para percorrê-la, o melhor é utilizar o U-Bahn (metrô) ou o S-Bahn (RER). Nos i-Punkt, centros de informações turísticas, é possível conseguir mapa do transporte público.
Os bondes, bastante freqüentes, também são uma excelente opção. A passagem pode ser paga a bordo, para o condutor, mas é mais econômico comprá-las nos quioques da BVG (rede de transporte berlinense).
Uma dica prática é ter o Welcome Card, que permite viajar gratuitamente em todos os meios de transporte da cidade. Além disso, o cartão oferece 50% de desconto nos preços dos ingressos de vários museus, teatros e atrações. Custa 16 (para 2 dias) e 22 (para 3 dias). O preço é válido para um adulto acompanhado de três crianças de até 14 anos.
Outra alternativa é a Tageskarte, de 5,60, que dá liberdade total nos transportes. Um bilhete normal custa 2. A fórmula semanal do Tageskarte fica por 24,30.
E porque não experimentar um velô-táxi? É bem divertido. Uma adaptação do riquixá asiático, mas com design alemão. Em um país que criou a Mercedes-Benz, até os velô-táxis são especiais. O motorista-guia pedala e conta a história dos pontos turísticos da cidade.
Existem três trajetos fixos: Adenauerplatz-Wittenbergplatz, Europa Center-Parizer Platz e Parizer Platz-Alexanderplatz. É também possível pedir um percurso diferente. Normalmente, o preço por pessoa varia de 4 a 8.
Uma viagem no tempo é embarcar em um Trabi-safari. O passeio dura uma hora e meia. O Trabant, apelidado de Trabi, carro-símbolo da Alemanha Oriental, cujo nome significa satélite, virou cult.
Os passeios guiados em diversos idiomas, incluindo inglês e espanhol, também oferecem a chance de dirigir um Trabi de quatro marchas, completo com sistema de arranque manual para os dias frios de inverno. Dependendo do número de passageiros no carro (de 2 a 4) o aluguel custa de 25 a 35 por pessoa.
Não deixe de passar pela Kaiser-Wilhelm Gedächtniskircke, igreja semidestruída pelos bombardeios e a principal lembrança que Berlim preservou da Segunda Guerra.
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