Turismo
14/12/2007 - 08h12

Aquitânia cultiva amor próprio e pelo rugby, herança inglesa

RENATA SUMMA
Colaboração para a Folha de S.Paulo, na Aquitânia

Delimitada ao sul pelos Pirineus e pela fronteira com a Espanha e a oeste pelo oceano Atlântico, a Aquitânia é conhecida pelas ondas que atraem surfistas a Biarritz, pelas paisagens campestres, pelos castelos, pelos vinhos e pela culinária. Os dois últimos, reconhecidos mundialmente.

Terra dos exagerados gascões --descendentes do principado da Gasconha, que dominou a região durante parte da Idade Média-- a Aquitânia não faz feio. De acordo com seus habitantes, suas cidadelas são as mais lindas, seu vinho é o melhor da França, o clima não tem igual no país, sua culinária é a mais saudável e as pessoas vivem mais e melhor na região.

E, passeando pela Aquitânia, é difícil discordar. O que parece esnobismo, é, na verdade, uma devoção dos locais a sua terra.

Na Aquitânia, como em outras regiões da França, a moda é comer "à l'ancienne", ou seja, cultivar legumes e verduras da mesma forma que as gerações passadas e recuperar espécies que tinham quase sumido.

O resultado é, em geral, legumes pequenos e um pouco retorcidos, mas com um gosto mais acentuado do que os encontrados no supermercado.

Ligação britânica

Durante três séculos (1154-1453), a Aquitânia pertenceu ao reino da Inglaterra devido a um casamento entre seus herdeiros. Dessa ligação, a região desfrutou sobretudo dos privilégios concedidos pelos ingleses no comércio do vinho Bordeaux.

Hoje, o laço entre os dois ainda é forte. Há cidades da região com uma grande colônia britânica, que compra casas antigas para passar férias ou mesmo para curtir a aposentadoria. Do outro lado, a Aquitânia conserva uma paixão singular, na França, pelo rugby.

 

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