Diyarbakir busca atenção turística
da Efe
Diyarbakir, no sudeste turco, tida como a capital não-oficial da região curda da Turquia, luta para mudar sua imagem de cidade em guerra e conseguiu despertar interesse na 12ª Feira Internacional de Turismo e Viagens no Mediterrâneo Oriental, que ocorre nesta semana em Istambul.
| Efe |
![]() |
| Ruínas da parte histórica da 'capital" curda, Diyarbakir, na Turquia, cidade que esbanja monumentos religiosos e atrações históricas |
"Diyarbakir está cansada de ser relacionada com o terrorismo. Queremos mostrar a outra cara da cidade", afirma Seyhmus Diken, escritor que presidiu a Fundação de Promoção Cultural de Diyarbakir durante anos e assessora o popular prefeito da cidade, Osman Baydermir, sobre temas culturais.
"Cada vez que uma bomba explode no sudeste, mesmo se isso ocorre a centenas de quilômetros, as pessoas de fora acreditam que aconteceu em um bairro de Diyarbakir. Queremos mudar essa percepção errônea", diz Diken. "Diyarbakir é uma cidade muito antiga. É uma metrópole. Temos aqui os mesmos eventos que têm lugar em qualquer cidade do oeste."
Nos últimos 20 anos, Diyarbakir se converteu em uma cidade de terrorismo, medo, migração e pobreza por causa do conflito entre os nacionalistas curtos do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) e as forças de segurança turcas. A luta iniciada em 1984 pelo PKK exigindo um governo autônomo para os 12 milhões de curdos que vivem na Turquia causou 35 mil mortes.
"Ainda que a maioria das pessoas esteja empobrecendo ainda mais, alguns tiveram melhora no nível de vida graças ao ambiente pacífico dos últimos anos", afirma Nurcan Baysal, presidente do Centro de Desenvolvimento de Diyarbakir.
Nedim Çizmeci, presidente da Associação de Promoção e Turismo de Diyarbakir, afirma que o número de turistas chegou a um milhão em 2007. "Nosso objetivo para o ano de 2008 é um milhão e meio de viajantes", diz ele.
E como pretende essa cidade, cansada da guerra, atrair turistas e mudar seu destino? "Diyarbakir ainda é uma cidade viva, multicultural e multirreligiosa. Temos uma igreja assíria, onde ainda se reza na língua original de Jesus. Há igrejas caldéias e armênias, onde os fiéis seguem orando. Também temos a mesquita mais antiga da Anatólia", explica Diken.
Os habitantes da cidade também se orgulham de sua muralha de 1.700 anos, a segunda maior do mundo, após a da China, assim como do fato de que 27 "sahabes" (pessoas que viram Maomé em vida) estejam enterrados ali.
O restaurador Selim Nazlican recomenda visitar a cidade para saborear sua cozinha tradicional. "Temos tudo para atrair as pessoas. Precisamos de paz e mudar a imagem de Diyarbakir", diz.
Leia mais
- Confira 18 opções para a Páscoa
- No norte da América do Sul, o Suriname existe sim
- Dos EUA à Nova Zelândia, Guias da Publifolha cobrem 48 destinos com cem títulos
- Série com CDs ensina inglês, francês, espanhol e outras línguas em 15 minutos ao dia
Especial


