29/03/2004
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05h18
Os cerca de 220 km de estrada que separam Luxor de Assuã oferecem belas cenas da vida tradicional à beira do Nilo: camponeses de túnicas, animais puxando arados, tamareiras, campos "exuberantemente" verdes.
É como um flash das lendárias terras férteis do vale do Nilo, que explicam, em boa parte, a pujança do império dos faraós.
E, embora o país já não esteja sujeito ao sobe-e-desce do rio --pois a construção da represa de Assuã acabou com o ciclo das enchentes e das vazantes, numa decisão que causa polêmica até os dias de hoje--, ainda é possível perceber o papel central que o Nilo tem para a população local.
Mais ou menos no meio do caminho entre as duas cidades, está o templo de Edfu, dedicado ao deus Hórus. Seu principal interesse é o impressionante estado de conservação. Erguido entre 237 a.C. e 57 a.C., no período ptolemaico --quando os gregos e os romanos controlavam o país--, o templo está intacto.
Não tem a beleza dos templos de Karnak, Luxor ou Medinet Habu, especialmente devido à decoração das paredes, feita em relevo falso (desenhos esculpidos numa camada de material mais mole sob a pedra). Mas em nenhum outro local o viajante poderá testemunhar como era exatamente um templo egípcio, pois até o altar original permanece no lugar.
Cerca de 65 km ao sul de Edfu está o templo de Kom Ombo, cujos atrativos são a localização, muito próxima ao Nilo, e o fato de ser, na verdade, dois templos idênticos, lado a lado, cada um para uma divindade diferente: Haroeris (Hórus, o Velho) e Sobk (o deus-crocodilo). De Kom Ombo a Assuã são só mais umas dezenas de quilômetros.
Embora a viagem Luxor-Assuã seja agradável, há um inconveniente: devido às medidas de proteção ao turismo adotadas após o atentado terrorista no templo de Hatshepsut, em Luxor, em 1997, todos os carros de turistas viajam juntos, escoltados pela polícia.
Os comboios partem muito cedo --a saída de Luxor é às 6h30-- e param muito pouco tempo nos templos do caminho. Resultado: as visitas, sempre guiadas, são feitas muito rapidamente. E, se o viajante atrasa, vê um policial apontando para o relógio ao voltar para o carro.
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Polícia egípcia escolta turista de Luxor a Assuã
da Folha de S.Paulo, no EgitoOs cerca de 220 km de estrada que separam Luxor de Assuã oferecem belas cenas da vida tradicional à beira do Nilo: camponeses de túnicas, animais puxando arados, tamareiras, campos "exuberantemente" verdes.
É como um flash das lendárias terras férteis do vale do Nilo, que explicam, em boa parte, a pujança do império dos faraós.
E, embora o país já não esteja sujeito ao sobe-e-desce do rio --pois a construção da represa de Assuã acabou com o ciclo das enchentes e das vazantes, numa decisão que causa polêmica até os dias de hoje--, ainda é possível perceber o papel central que o Nilo tem para a população local.
Mais ou menos no meio do caminho entre as duas cidades, está o templo de Edfu, dedicado ao deus Hórus. Seu principal interesse é o impressionante estado de conservação. Erguido entre 237 a.C. e 57 a.C., no período ptolemaico --quando os gregos e os romanos controlavam o país--, o templo está intacto.
Não tem a beleza dos templos de Karnak, Luxor ou Medinet Habu, especialmente devido à decoração das paredes, feita em relevo falso (desenhos esculpidos numa camada de material mais mole sob a pedra). Mas em nenhum outro local o viajante poderá testemunhar como era exatamente um templo egípcio, pois até o altar original permanece no lugar.
Cerca de 65 km ao sul de Edfu está o templo de Kom Ombo, cujos atrativos são a localização, muito próxima ao Nilo, e o fato de ser, na verdade, dois templos idênticos, lado a lado, cada um para uma divindade diferente: Haroeris (Hórus, o Velho) e Sobk (o deus-crocodilo). De Kom Ombo a Assuã são só mais umas dezenas de quilômetros.
Embora a viagem Luxor-Assuã seja agradável, há um inconveniente: devido às medidas de proteção ao turismo adotadas após o atentado terrorista no templo de Hatshepsut, em Luxor, em 1997, todos os carros de turistas viajam juntos, escoltados pela polícia.
Os comboios partem muito cedo --a saída de Luxor é às 6h30-- e param muito pouco tempo nos templos do caminho. Resultado: as visitas, sempre guiadas, são feitas muito rapidamente. E, se o viajante atrasa, vê um policial apontando para o relógio ao voltar para o carro.
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