"Autopista" esburacada leva a praia de windsurfe no Equador
MARIANA DESIMONE
Colaboração para a Folha de S.Paulo, em Manta
Pegar a estrada no Equador é uma aventura. Para ir a Manta, a terceira maior cidade do país, são 390 km desde Quito.
Pode parecer pouco, mas a jornada toma cerca de dez horas do viajante. As estradas não vão bem. Na parte mais próxima a Quito, há muitos buracos na pista de mão dupla. Também não há acostamento na maior parte da rota.
| Mariana Desimone/Folha Imagem |
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| Vista da bela praia de Santa Marianita, que se localiza nos arredores de Manta |
Além disso, falta iluminação. Como a rodovia passa por dentro de cidades, o motorista precisa ter cuidado com pedestres e animais na pista.
Mas o que falta em infra-estrutura, sobra em natureza. Vale observar os diversos tipos de vegetação. Por vezes, o verde-escuro da mata se combina com as quedas-d'água.
Para descansar um pouco, uma boa pedida é parar em Santo Domingo de los Colorados, no meio do caminho.
Em Manta
Chegando a Manta, aproveite a especialidade: os frutos do mar. Os pratos, fartos, custam até US$ 10 (R$ 16,6).
As praias no entorno de Manta são mais bonitas do que as da cidade. Santa Marianita, por exemplo, reúne água cristalina e condições favoráveis à prática de windsurfe e kitesurfe, devido aos ventos fortes.
A praia também atrai os praticantes dessas modalidades esportivas por ser extensa e por nunca ter muita gente na água.
Há duas escolas desses esportes na praia, que oferecem material de apoio e aulas práticas de uma hora por cerca de US$ 25 (R$ 41), preço praticado na baixa temporada.
As dunas terminam de emoldurar a paisagem. Aproveite rápido, enquanto os megaresorts não tomaram o local. Os empreendimentos desse tipo estão em fase de implementação.
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