Turismo
04/06/2008 - 15h12

Aeroportos investem em "segurança invisível"

TOM MURPHY
da Associated Press, em Indianápolis

Nove enormes aparelhos de raio x que custaram US$ 1 milhão cada um aguardam silenciosamente no novo terminal, regulados para detectar explosivos numa demanda de 3.600 malas por hora.

Colunas de concreto guardam os portões principais. Vidros resistentes a explosões estão nas janelas frontais do terminal de US$ 1,1 bilhão do aeroporto internacional de Indianápolis, que será inaugurado ainda neste ano.

Aeroportos novos ou remodelados têm investido milhões de dólares em inovações tecnológicas desde o 11 de Setembro, unindo conselhos de especialistas em bombas a projetos de design que englobem tudo, do local mais seguro para o estacionamento ao posto de controle mais eficiente.

"Não precisamos cavar um fosso ao redor do terminal", diz Jay McQueen, subdiretor de projeto do terminal de Indianápolis. "Trata-se de uma série mudanças extras que vão tornar tudo mais seguro."

Os atentados de 11 de setembro de 2001 levaram a uma gigantesca reavaliação da segurança dos aeroportos. Passageiros viram então a criação da Administração de Segurança em Transportes dos Estados Unidos e passaram a perder mais tempo com inspeções, tendo seus sapatos submetidos a raio x e transportando líquidos em quantidades limitadas. Mas muitas outras inovações surgiram.

"A melhor segurança é aquela que você não vê", afirma Ken Capps, vice-presidente de relações públicas do aeroporto internacional Dallas/Fort Worth, que inaugurou um novo terminal em 2005.

Inovações

Em Indianápolis, há colunas, janelas que se "franzem" como uma cortina quando quebradas --em vez de explodir em estilhaços voadores-- e uma pista gramada de 73 metros de comprimento que fará uma separação entre a entrada principal do novo terminal e o estacionamento de cinco andares.

O vão gramado, que ficará entre o estacionamento e uma pista que leva ao terminal, é resultado de uma norma federal exigindo que todos os edifícios com garagem estejam distantes ao menos 91 metros de um terminal aéreo.

O novo terminal tem ainda uma sala para separar os passageiros internacionais suspeitos de ter alguma doença contagiosa. Também foi projetado um sistema de escaneamento de bagagens sob o piso do terminal principal.

Explosões

Testes e análises sobre explosões agora são rotina durante a elaboração de um projeto de aeroporto, afirma Tom Darmody, vice-presidente senior de aviação e transporte da empresa HOK.

Contra carros-bomba, geralmente são utilizados blocos de concreto ou colunas de cimento a uma distância de seis a nove metros dos prédios, destaca Dick Marchi, conselheiro sênior do Conselho Internacional de Aeroportos da América do Norte.

Para pagar os custos desse "upgrade" em segurança, os aeroportos lançam mão de receita com títulos do governo, e rendimentos com aluguéis e estacionamento, entre outras fontes de renda. O passageiro também pode custear essas inovações, pagando mais por um cafezinho ou pela vaga na hora de estacionar.

 

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