Crise pode ajudar parques temáticos regionais nos EUA
da Associated Press, em Nova York
Os pais norte-americanos, que têm vontade de soltar um bom grito quanto enchem o tanque do carro ou o pote de doces, estão pensando mais em férias locais neste meio de ano.
A crise nos Estados Unidos deve ajudar no faturamento dos parques temáticos regionais, uma vez que as famílias do país estão preferindo buscar diversão que não necessite de muita viagem --conseqüência do alto preço da gasolina.
"Este será um ano de férias perto de casa", prevê Dennis Speigel, presidente da empresa de consultoria International Theme Park Services. Enquanto a economia está em uma fase que "não ajuda ninguém", empresas como a Six Flags e a Cedar Fair (de parques regionais) podem ser beneficiadas com a crise, considera Speigel.
Diversas companhias como essas têm feito promoções para atrair o público. A Six Flags, por exemplo, baixou o valor da entrada para US$ 10 na maioria dos seus 19 parques de diversão. O valor é válido para compras on-line.
"Um vôo para Orlando pode não caber no bolso de algumas pessoas", afirma Scott W. Hamann, analista da Keybanc Capital Markets. Ele lembra que 80% do público dos parques regionais reside a menos de 240 quilômetros de distância.
Mas parques das gigantes Disney, Universal e Busch Gardens não devem sofrer sentir a crise americana de forma significativa. Isso porque o dólar mais barato atrai muitos estrangeiros que não abrem mão de passar as férias nesses complexos turísticos.
Julho é o mês de maior movimento nos parques temáticos norte-americanos, seguido pelo mês de agosto.
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