Turismo
12/06/2008 - 09h37

Internet é forte aliada de mochileiro rumo a Cuba

ALEXANDRE NOBESCHI
da Folha de S.Paulo, em Cuba
THAIS SIQUEIRA
Colaboração para a Folha de S.Paulo, em Cuba

A viagem independente, como é sabido dos mochileiros, começa antes do embarque. Traçar o roteiro para conhecer qualquer país dá trabalho. Quando esse país é Cuba, o trabalho aumenta consideravelmente. Uma série de dúvidas acomete quem deseja circular do jeito que quiser pela ilha.

As primeiras delas são relativas aos meios de transporte. Qual o melhor jeito de chegar aos lugares? Há ônibus regulares e de qualidade que façam os trajetos planejados? Bem, não são baratos, mas há sim. E afinal, são mais baratos que os vôos da Cubana de Aviación (www.cubana.cu).

Thais Siqueira/Folha Imagem
Prédios em Havana Velha, onde começa a "viagem no tempo" que leva turistas à capital do pais onde há prédios dos anos 50
Prédios em Havana Velha, onde começa a "viagem no tempo" que leva turistas à capital do pais onde há prédios dos anos 50

A consulta ao site da Viazul (www.viazul.cu) já tranqüiliza o mochileiro. Ali estão destinos, horários e a qualidade dos ônibus. E acredite, eles sempre saem no horário.

Resista à tentação de viajar de trem. Eles são mais lentos, mais caros, impontuais e menos confortáveis do que os ônibus. Se ainda não se convenceu, confira o site www.hicuba.com/ferrocarril.

Com essas dúvidas elucidadas, siga para as reservas de passagens e hospedagem. Para quem quiser ficar em nas casas particulares autorizadas a receber turistas, é possível achar uma no site www.casaparticularcuba.org.

O próximo passo é tirar o visto, que é válido por 30 dias, renovável por mais 30. No www.embaixadacuba.org.br há a lista dos documentos. Em geral, passagem, comprovante de hospedagem e pagamento da taxa de R$ 45.

Superada a burocracia, o resto é desfrutar do passeio. O tempo mínimo aconselhável para conhecer todas as regiões, devido à pequena extensão do país, é 15 dias.

Menos que isso, a viagem acaba sendo feita com muita pressa, sem que se respeite um dos mandamentos dos mochileiros, que é conhecer tudo que os turistas "comuns" conhecem e um pouco mais.

Nas cidades, vale negociar tudo. Os táxis não-oficiais têm os melhores preços. Mas, por serem ilegais, nem sempre levam os turistas. Mais em conta ainda são os lotados ônibus.

Nos restaurantes, pechinchar é difícil. Então, a opção é escolher o que melhor caiba no orçamento. Em Havana, o melhor preço está em regiões afastadas, como Vedado e o bairro Chinês.

Com raras exceções, a maior parte das visitas a museus e outros centros históricos é paga em CUC, (1 CUC equivale a cerca de R$ 1,8), a moeda dos estrangeiros.

Eleja também passeios em que você possa pagar com moeda local, como o cine Yara, em Vedado, um dos maiores cinemas do país.

 

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