Galeria leva a passeio pelo Queens nova-iorquino
HELOISA LUPINACCI
da Folha de S.Paulo, em Nova York
Um dos muitos bons motivos para embarcar em um metrô com destino ao Queens é a P.S.1, galeria de arte contemporânea ligada ao MoMA, que fica no bairro de Long Island City.
O museu ocupa uma antiga escola, que funcionou de 1893 a 1963. Desde 1976, o prédio de tijolos vermelhos abriga obras de arte contemporânea e algumas boas exposições, como a que fica em cartaz até o dia 30, com obras do artista plástico dinamarquês Olafur Eliasson.
Bem diante do museu, se atenha alguns instantes a dar uma volta na quadra totalmente grafitada --especialmente o edifício que abriga um estacionamento. São paredes e mais paredes completamente cobertas.
| Heloisa Lupinacci/Folha Imagem |
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| Prédios de Manhattan vistos a partir do bulevar Center, no final da 21st, em Long Island City, Queens; ao fundo, o prédio da ONU |
Para uma vista lateral do conjunto de prédios grafitados, vire à direita sob o pontilhão dos trilhos do metrô. Não há espaço sem tinta.
Essa região do Queens --o maior dos cinco "boroughs", como são chamadas as regiões que compõem Nova York-- é chamada Long Island City. O nome está escrito em letras garrafais no bulevar, que ocupa uma área onde funcionava um guindaste de porto. Essa é a próxima parada do passeio.
Para chegar até ali, basta seguir pela rua 21st na direção oeste --ou, para quem está de costas para a P.S.1, para a esquerda, em direção ao rio East. Ao se aproximar do bulevar, o turista avista um enorme letreiro de refrigerante de costas e, atrás dele, do outro lado do rio, bem de frente, o prédio da ONU, projetado por um time de arquitetos que incluía o franco-suíço Le Corbusier, o brasileiro Oscar Niemeyer e o inglês sir Howard Robertson.
Depois de avistar Manhattan, vire as costas para a ilha e siga alguns dos bons rumos Queens adentro. Um deles é o do museu Noguchi, onde estão expostas esculturas e mobiliário do designer Isamu Noguchi (1904-1988). A estação de metrô Broadway está a cerca de 1,2 km do museu-jardim.
Quando a fome bater, entre mais ainda nos territórios régios, que guardam excelentes restaurantes. Há dois destaques tailandeses. O Sripaphai é um atual queridinho dos nova-iorquinos e fica em Flushing, região que concentra imigrantes orientais. O outro é o Thai Pavilion, em Astoria, onde se concentram imigrantes gregos, brasileiros e do Oriente Médio.
No Thai Pavilion, os pratos custam até US$ 18. Um "noodle", como o Pad Thai, massa frita com frango, camarão ou vegetais, custa US$ 9. E dá-lhe camarão. Os atendentes, que falam tailandês entre si, são gentis e não deixam o copo de "tap water" (água da torneira) do cliente ficar vazio. Se a idéia for economizar, dá para pedir o "noodle" e tomar água, de graça.
Com uma bela gorjeta de 20%, a conta sai por US$ 10,80, para uma refeição que fica na memória como uma das melhores --e mais baratas- da viagem.
P.S.1
Av. Jackson, 22-25 (com a av. 46th); aberto de qui. a seg., das 12h às 18h; ingresso: US$ 5 (sugerido); tel.: 00/xx/1/718/784-2084; www.ps1.org
Museu Noguchi
Bulevar Vernon, entre a rua 10th e a estrada 33rd; fica aberto de qua. a sex., das 10h às 17h; e aos sáb. e dom., das 11h às 18h; ingresso: US$ 10; tel.: 00/xx/1/718/204-7088; www.noguchi.org
Sripaphai
Avenida 39th, 64-12 tel.: 00/xx/1/718/899-9599
Thai Pavilion
Av. 30th, 37-10; tel.: 00/xx/1/718/777-5546; www.thaipavilionny.com
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