Turismo
14/07/2008 - 14h24

Croácia, Eslovênia e Sérvia mostram outro lado da Europa

FERNANDA CALGARO
da Revista da Folha

Cansado de disputar um espaço entre as centenas de turistas que se espremem com uma moeda na mão diante da Fontana de Trevi? Ou de aguardar horas a fio nas imensas filas para subir na torre Eiffel?

Repúblicas da extinta Iugoslávia, como Croácia e Eslovênia, vêm se firmando como destinos atraentes por dois motivos principais: preço em conta e ausência de multidões de visitantes.

Caio Vilela/Folha Imagem
Hvar é aclamada como a nova Ibiza dos europeus e pode ser alcançada por barcos que partem da cidade de Split
Hvar é aclamada como a nova Ibiza dos europeus e pode ser alcançada por barcos que partem da cidade de Split

Ainda na região, outro lugar que reserva surpresas interessantes é Belgrado, capital da Sérvia.

O grande atrativo da Croácia, que tem o curioso formato de ferradura, é o litoral recortado, banhado pelas águas do Adriático e repleto de ilhas (mais de mil), baías e penínsulas que não ficam nada atrás da costa grega.

Na região da Dalmácia, está a imperdível Dubrovnik, ou a pérola do Adriático. A cidade antiga, murada, é considerada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco. Duzentos quilômetros ao norte, ou quatro horas e meia de distância, tempo que o ônibus leva para percorrer todas as ranhuras sinuosas do litoral acidentado, Split encanta pela beleza e história. Majestoso, o palácio de Diocleciano (também tombado pela Unesco) é o principal atrativo. Split é ponto de partida de barcos para as principais ilhas da região e passagem para a capital, Zagreb.

A vizinha Eslovênia tem mais semelhanças com os países da Europa Central do que com seus irmãos dos Bálcãs. Com um detalhe: ao alcance do bolso por uma fração do preço, apesar de ter sido incorporada à União Européia em 2004. No primeiro semestre de 2008, estará em suas mãos a presidência rotativa do bloco.

Caminhar pelo centro de Liubliana, a capital, lembra as ruas de Praga, sem o inconveniente dos grupos de turistas. Conserva o charme de uma cidade do Leste Europeu, com arquitetura esplendorosa.

Caio Vilela/Folha Imagem
Zagreb é a capital e a maior cidade da Croácia, cujos números relacionados ao turismo vêm crescendo constantemente
Zagreb é a capital e a maior cidade da Croácia, cujos números relacionados ao turismo vêm crescendo constantemente

Dos três, a Sérvia é o país onde a infra-estrutura para o turismo está menos desenvolvida e que tem mais presentes as marcas da crise econômica resultante do fim da Iugoslávia.

Apesar de extremamente limpa e ordenada, a capital Belgrado tem um ar um tanto decadente, com seus carros antigos e fachadas cinzas. As marcas dos ataques da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em 1999, para forçar o então presidente Slobodan Milosevic a retirar suas forças de Kosovo, são visíveis em alguns prédios, abandonados após virarem escombros com os bombardeios. Mesmo assim, é uma cidade bastante agradável. Sem falar nos cafés, bares e nos baixos custos.

Conheça algumas regiões na Croácia:

Zagreb
Os desenhos coloridos que cobrem o telhado da igreja de São Marcos talvez sejam os mais retratados em cartões-postais da capital croata. A igreja fica na parte alta, alcançada por um funicular. Em três horas, é possível conhecer o centro, com o gostinho de parar, observar e viajar.

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Cidade antiga de Dubrovnik é circundada por muralha com ar medieval de onde se avistam os telhados e o mar azul da Croácia
Cidade antiga de Dubrovnik é circundada por muralha com ar medieval de onde se avistam os telhados e o mar azul da Croácia

Dubrovnik
Do alto da muralha que circunda a cidade antiga, os olhos se perdem na imensidão de telhados de cor vermelha, simétricos sem ser monótonos. A caminhada pelos muros, com seus degraus que sobem e descem, ora afilam, ora alargam, feita sem pressa, pode levar mais de uma hora. Para onde olha, o visitante certamente se encantará: as ondas de água salgada rebentam contra o paredão; as vielas da cidade murada se transformam em corredores cheios de vida. Vague sem rumo pelas ruazinhas de arquitetura medieval e descubra restaurantes, cafés e lojinhas mais escondidos, freqüentados pelos nativos.

Hvar
A paradisíaca Hvar, aclamada como a nova Ibiza dos europeus, e outras ilhas da região são alcançadas por barcos que partem da cidade de Split. O porto chegou a ser o principal da Iugoslávia na época do bloco comunista. Hoje, ainda conserva sua importância. Em Split, a atração é o palácio de Diocleciano, erguido pelo imperador romano de mesmo nome há mais de 1.700 anos. As ruínas conservadas dão idéia de sua grandiosidade.

Reportagem publicada na Revista da Folha em 2 de setembro de 2007.

 

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