Pirâmides de Gizé ganham investimentos em segurança e receptividade para turistas
da Folha Online
O descaso com que Gizé e suas pirâmides foram tratadas ao longo de muitos anos já fez muita gente se perguntar como a maior delas, a única maravilha da Antigüidade que resta, ainda está de pé.
Pois a falta de cuidado com o local que abriga estes monumentos milenares --incluindo a infra-estrutura precária para os visitantes-- pode finalmente estar com os dias contados. O governo egípcio anunciou a primeira etapa de um projeto de modernização da área para receber melhor os turistas.
| Otávio Dias/Folha Imagem |
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| Pirâmides de Gizé, no Egito, serão protegidas por cerca com sensores e terão equipamentos de apoio ao turista no entorno |
Está prevista a instalação de câmeras de segurança e uma cerca com sensores infravermelhos ao redor do local, informa a Associated Press. Haverá também portões de acesso ao local com detectores de metal e equipamentos de raio-X.
As melhorias são parte de um projeto de US$ 26 milhões que começou sete anos atrás. "Era um verdadeiro zoológico", diz o arqueólogo Zahi Hawass à agência de notícias, sobre a falta de monitoramento da área. "Agora vamos proteger tanto os turistas quanto os monumentos."
O maior deles, chamado de Grande Pirâmide de Gizé ou Pirâmide de Quéops, tem cerca de 4.500 anos. Apesar de sua importância, o monumento sofreu com a ação do tempo e principalmente do homem. Do século 19 até poucas décadas atrás, por exemplo, era comum os turistas escalarem suas paredes.
Gizé fica a oeste do Cairo, do outro lado do rio Nilo, e abriga também as pirâmides de Quéfren, de Miquerinos e a esfinge. As pirâmides têm de 62 a 137 metros de altura.
A de Quéops é a única maravilha da Antigüidade ainda de pé. As outras --o templo de Ártemis, os jardins suspensos da Babilônia, o mausoléu de Halicarnassus, o colosso de Rodes, o farol de Alexandria e a estátua de Zeus-- não existem mais.
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