28/06/2004
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02h44
Eles acordam entre 4h e 5h, correm pelo menos quatro vezes por semana, fazem musculação na academia para adquirir força e dizem ficar mal-humorados nos dias em que não treinam. Os maratonistas, mesmo que amadores, consideram os seus treinos uma espécie de religião.
"O treino é pior que a prova", comenta Graça Brandão, 34, que participou da maratona de Porto Alegre, da meia de Buenos Aires e neste ano vai encarar a Maratona de Chicago. Mesmo com essa opinião, ela não pensa em largar a rotina, pois a considera uma terapia. E lembra que nunca mais teve crises de asma.
Uma pessoa sedentária precisa de cerca de dois anos de treinamento antes de participar de uma maratona, segundo o preparador físico Marcos Paulo Reis, dono da empresa de assessoria esportiva que leva o seu nome. Ele elabora planilhas que detalham como deve ser o treino de cada atleta.
Além dos exercícios físicos, o maratonista ainda se condiciona a beber água e comer na hora certa, como a arquiteta Alessandra Ribeiro, que diz segurar a sede quando treina por saber que, nas maratonas, só existem postos de hidratação, por exemplo, a cada 2,5 km, dependendo da prova.
As planilhas também deixam claro que o atleta não deve treinar além do necessário, para não ter cansaço acumulado e até ficar impedido de participar da prova, explica Daniel Fernandes de Souza, professor da assessoria esportiva Marcos Paulo Reis.
Antes de participar de uma maratona, os atletas ainda devem fazer exames clínicos e passar por uma consulta médica. As grandes maratonas têm dezenas de médicos, mas mesmo assim há casos de mortes em muitas ao aparecerem problemas de saúde até então desconhecidos ou se o atleta força o corpo além da sua capacidade.
Devido a esses riscos, a maratona de Paris exige atestado médico dizendo que o atleta está apto a participar dela. Quem vai a Nova York assina um termo se responsabilizando pela condição física.
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Sedentário precisa de dois anos de preparação para correr maratona
da Folha de S.PauloEles acordam entre 4h e 5h, correm pelo menos quatro vezes por semana, fazem musculação na academia para adquirir força e dizem ficar mal-humorados nos dias em que não treinam. Os maratonistas, mesmo que amadores, consideram os seus treinos uma espécie de religião.
"O treino é pior que a prova", comenta Graça Brandão, 34, que participou da maratona de Porto Alegre, da meia de Buenos Aires e neste ano vai encarar a Maratona de Chicago. Mesmo com essa opinião, ela não pensa em largar a rotina, pois a considera uma terapia. E lembra que nunca mais teve crises de asma.
Uma pessoa sedentária precisa de cerca de dois anos de treinamento antes de participar de uma maratona, segundo o preparador físico Marcos Paulo Reis, dono da empresa de assessoria esportiva que leva o seu nome. Ele elabora planilhas que detalham como deve ser o treino de cada atleta.
Além dos exercícios físicos, o maratonista ainda se condiciona a beber água e comer na hora certa, como a arquiteta Alessandra Ribeiro, que diz segurar a sede quando treina por saber que, nas maratonas, só existem postos de hidratação, por exemplo, a cada 2,5 km, dependendo da prova.
As planilhas também deixam claro que o atleta não deve treinar além do necessário, para não ter cansaço acumulado e até ficar impedido de participar da prova, explica Daniel Fernandes de Souza, professor da assessoria esportiva Marcos Paulo Reis.
Antes de participar de uma maratona, os atletas ainda devem fazer exames clínicos e passar por uma consulta médica. As grandes maratonas têm dezenas de médicos, mas mesmo assim há casos de mortes em muitas ao aparecerem problemas de saúde até então desconhecidos ou se o atleta força o corpo além da sua capacidade.
Devido a esses riscos, a maratona de Paris exige atestado médico dizendo que o atleta está apto a participar dela. Quem vai a Nova York assina um termo se responsabilizando pela condição física.
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