Calendário marroquino é marcado por celebrações religiosas
LETÍCIA FONSECA-SOURANDER
colaboração para a Folha de S.Paulo, em Marrocos
No nono mês do calendário muçulmano festeja-se o Ramadã --mês sagrado da revelação do Alcorão, que, neste ano, dependendo do país, vai até o fim de setembro ou o começo de outubro. Nesse período, muçulmanos praticantes devem deixar de comer e beber da alvorada ao pôr-do-sol. O objetivo é provar a fé dos fiéis e sensibilizá-los da fome dos pobres.
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O Aïd El-Fitr marca o fim do Ramadã. Por três dias, ruas e casas se iluminam, as mulheres preparam bolos e quitutes, e todos dão esmolas aos mendigos, que passam de porta em porta.
Dois meses depois do fim do Ramadã há a festa mais importante --a Aïd Al-Adhâ, que relembra o sacrifício de Abraão e marca o fim da peregrinação a Meca. As famílias ricas sacrificam um boi. Os mais pobres se associam para comprar um carneiro. Uma parte da carne é usada para as refeições dos três dias, e a outra, distribuída a quem não tem dinheiro.
O nascimento do profeta Maomé também é celebrado. Na noite de seu aniversário --Mouloud--, os fiéis lêem os versos do Alcorão e poesias dentro das mesquitas iluminadas.
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