16/08/2004
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04h53
Santana de Parnaíba (www.santanadeparnaiba.sp.gov.br), muito bem guardadas as proporções devidas, pode ser considerada uma Ouro Preto paulista.
Distando 40 km da capital e dispondo de um centro histórico com 209 imóveis tombados desde 1982 pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo), o município ostenta o maior e mais conservado conjunto arquitetônico do Estado de São Paulo.
Prédios remanescentes dos séculos 17, 18, 19 e 20 formam o casario, que abarca exemplares erigidos em taipa de pilão. O traçado urbano delimitado pelas ruas de Cima, do Meio e de Baixo (atuais Bartolomeu Bueno, André Fernandes e Suzana Dias respectivamente) remonta ao século 18. Rende um bom footing o desenho desses caminhos antigos.
Hoje com cerca de 85 mil habitantes, Santana de Parnaíba foi fundada em 1580 por Suzana Dias e por seu filho André Fernandes, que escolheram para a povoação um lugar estratégico, uma espécie de porta para o sertão, próxima da recente São Paulo de Piratininga (de 1554) e às margens do rio Tietê, trajeto percorrido pelas bandeiras. Em 1625, conquistou o status de vila e só em 1906 foi elevada à condição de cidade.
Do lugarejo, partiram bandeirantes tais quais Fernão Dias Falcão e Domingos Jorge Velho, além de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera. Este último teria habitado uma casa da segunda metade do século 17, onde está instalado o Museu Casa do Anhangüera, no qual está exposto um mobiliário colonial. Vizinha, a igreja matriz de Sant'Anna evoca o século 16. A edificação atual, em estilo eclético, é de 1892.
Interessam ainda a Casa 80, local privilegiado para o estudo das técnicas construtivas empregadas no período colonial, no largo São Bento, e a Casa da Cultura Monsenhor Paulo Florêncio da Silveira Camargo, no largo da Matriz. Ambas fincam origem no século 18. Decadente no século 19, o município tomou impulso em 1901, quando foi instalada pela Light & Power Company a sua primeira usina hidrelétrica no país.
A casar bem com o apelo histórico parnaibano, uma vida gastronômica vigorosa, incrementada pelas opções não muito distantes de Aldeia da Serra, assegura a validade da visita, que pode e deve ser estendida a Itu. Há ainda na região de Santana de Parnaíba alguns alambiques.
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Autofagia à paulista: Santana se mostra a Ouro Preto paulista
do enviado especial da Folha de S.Paulo ao interior de SPSantana de Parnaíba (www.santanadeparnaiba.sp.gov.br), muito bem guardadas as proporções devidas, pode ser considerada uma Ouro Preto paulista.
Distando 40 km da capital e dispondo de um centro histórico com 209 imóveis tombados desde 1982 pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo), o município ostenta o maior e mais conservado conjunto arquitetônico do Estado de São Paulo.
Prédios remanescentes dos séculos 17, 18, 19 e 20 formam o casario, que abarca exemplares erigidos em taipa de pilão. O traçado urbano delimitado pelas ruas de Cima, do Meio e de Baixo (atuais Bartolomeu Bueno, André Fernandes e Suzana Dias respectivamente) remonta ao século 18. Rende um bom footing o desenho desses caminhos antigos.
Hoje com cerca de 85 mil habitantes, Santana de Parnaíba foi fundada em 1580 por Suzana Dias e por seu filho André Fernandes, que escolheram para a povoação um lugar estratégico, uma espécie de porta para o sertão, próxima da recente São Paulo de Piratininga (de 1554) e às margens do rio Tietê, trajeto percorrido pelas bandeiras. Em 1625, conquistou o status de vila e só em 1906 foi elevada à condição de cidade.
Do lugarejo, partiram bandeirantes tais quais Fernão Dias Falcão e Domingos Jorge Velho, além de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera. Este último teria habitado uma casa da segunda metade do século 17, onde está instalado o Museu Casa do Anhangüera, no qual está exposto um mobiliário colonial. Vizinha, a igreja matriz de Sant'Anna evoca o século 16. A edificação atual, em estilo eclético, é de 1892.
Interessam ainda a Casa 80, local privilegiado para o estudo das técnicas construtivas empregadas no período colonial, no largo São Bento, e a Casa da Cultura Monsenhor Paulo Florêncio da Silveira Camargo, no largo da Matriz. Ambas fincam origem no século 18. Decadente no século 19, o município tomou impulso em 1901, quando foi instalada pela Light & Power Company a sua primeira usina hidrelétrica no país.
A casar bem com o apelo histórico parnaibano, uma vida gastronômica vigorosa, incrementada pelas opções não muito distantes de Aldeia da Serra, assegura a validade da visita, que pode e deve ser estendida a Itu. Há ainda na região de Santana de Parnaíba alguns alambiques.
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