No exterior, turista que faz conversão "inflacionada" evita surpresas
PRISCILA PASTRE-ROSSI
da Folha de S.Paulo
As passagens aéreas estão na mão. O pacote foi fechado. Mas a preocupação com as contas está só começando. Antes de fazer as malas, é hora de pensar no dinheiro que será levado na viagem --e como ele será gasto.
O educador financeiro e autor do livro "Terapia Financeira" (ed. Gente), Reinaldo Domingos, diz que o primeiro passo para uma boa viagem é respeitar o orçamento doméstico.
"E não somente o de agora, mas também aquele que você deverá ter em seis meses."
Viagens de final de ano pedem ainda mais cuidados. "O turista deve prever quanto poderá gastar tendo em vista que no começo de ano chegam IPVA, IPTU, compra de material e de uniforme escolar..." A dica é calcular as obrigações anuais e ver o quanto sobra para atividades lazer, como viagens.
Pense verde
Outra forma de evitar que os gastos fujam do controle é pensar em dólar, não em real. E sempre em uma cotação maior do que a estimada para aquele período. Por exemplo: se o dólar estiver a R$ 2, faça as contas pensando em R$ 2,30. "Assim o turista não será pego desprevenido no caso de ele subir", diz.
Durante a viagem, no final de cada dia, anote todos os gastos em uma agenda --inclusive o que deu em gorjetas e as compras de lembrancinhas. Ela vai ajudar a controlar os gastos para os dias seguintes.
Além de levar uma parte do dinheiro em "cash" e cartões de crédito, informe-se sobre opções como cheques de viagem e cartão com limite. Mas não se esqueça de que nenhuma das alternativas é garantia do melhor negócio.
No caso dos cheques de viagem, em alguns países pode ser difícil trocá-los. No do cartão com limite, como o Visa Travel Money, há o risco de comprar dólares num dia e se arrepender no outro, com uma eventual desvalorização da moeda.
Agora já foi...
A viagem acabou, a fatura do cartão de crédito chegou e os gastos ficaram além do previsto? Segundo Domingos, a melhor solução é buscar um financiamento pessoal, que não ultrapasse os 2,5%, e quitar a dívida.
"Não entre na parcela mínima. Se entrar, terá de arcar com parcelamentos de 12% a 13% ao mês." Para quem trabalha em uma empresa que oferece crédito consignado, recorrer a ele pode ser uma boa opção.
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