27/09/2004
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18h44
Uma serenata abriu hoje as comemorações pelo 350º aniversário do Taj Mahal, construído por um imperador da dinastia Mughal em memória de sua mulher.
Ícones da música indiana, como Gulam Ali Khan e Hariharan, brindaram em homenagem ao monumento do século 17 com canções e música Mughal, a partir de um forte com vista para o Taj Mahal.
"Que este monumento ao amor se torne um símbolo da irmandante entre a Índia e o Paquistão, bem como entre países que agora estão em guerra", disse Mulayam Singh Yadav, chefe provincial do estado de Uttar Pradesh, onde está localizado o Taj Mahal.
"Mas irmãos também brigam, então levem de volta esta mensagem de amor do Taj Mahal", disse Yadav ao alto comissário paquistanês Aziz Ahmed Khan.
Rivais nucleares, a Índia e o Paquistão travaram três guerras desde sua independência, em 1947, e uma cúpula histórica sucumbiu cinco anos atrás nesta mesma cidade para tentar encontrar uma solução para a disputada região da Caxemira, razão de dois conflitos sangrentos entre os dois países.
A Suprema Corte Indiana jogou um balde de água fria nas celebrações ao se recusar a suspender um embargo de 20 anos à visitação noturna do Taj Mahal, enquanto a indústria turística indiana diz ser necessário implementar o turismo em Agra.
"Definitivamente há uma ameaça de roubo e danos ao monumento durante a noite e a corte não pode aprovar ordens que permitam a visitação noturna do Taj Mahal sem satisfazer as preocupações de todos os ângulos possíveis", disse um colegiado de juízes reunido em Nova Déli, alegando que o governo provincial de Uttar Pradesh havia apelado pela suspensão do embargo sem oferecer garantias para a segurança do frágil monumento.
Nesta manhã, os organizadores em Agra soltaram pombas para dar início aos seis meses de celebração do aniversário do Taj Mahal, às margens do rio Yamuna, onde fica o belo mausoléu e maior atração turística da Índia.
Mulheres trajando saris pintaram as testas de turistas ocidentais com tinta colorida e penduraram colares de cravos em seus pescoços ao desembarcarem nos aeroportos, estações de trem e de ônibus.
"Esse é nosso costume antigo de hospitalidade", afirmou o chefe do cerimonial, D. K. Burman.
Edifícios ao longo da estrada principal, perto do monumento, foram pintados de rosa, cor favorita dos Mughals, que governaram a Índia por três séculos.
Mas em outros locais, operários tentavam em vão deixar pronta a congestionada cidade de 1,2 milhão de pessoas, a 200 km de Nova Déli.
O Taj Mahal foi construído pelo imperador Mughal, xá Jahan, em homenagem à memória de sua segunda mulher, a imperatriz Mumtaz Mahal, que morreu ao dar à luz.
Cerca de vinte mil operários trabalharam na construção do monumento, erguido numa era de opulência, quando a dinastia minou suas pedras preciosas para financiar a construção de projetos grandiosos.
O reinado do xá Jahan durou de 1628 a 1659 e é lembrado como a era dourada nos três séculos de domínio da dinastia Mughal no Afeganistão e na Índia não-dividida.
Cidade indiana festeja 350 anos do Taj Mahal
da France Presse, na ÍndiaUma serenata abriu hoje as comemorações pelo 350º aniversário do Taj Mahal, construído por um imperador da dinastia Mughal em memória de sua mulher.
Ícones da música indiana, como Gulam Ali Khan e Hariharan, brindaram em homenagem ao monumento do século 17 com canções e música Mughal, a partir de um forte com vista para o Taj Mahal.
| Jayanta Shaw/Reuters |
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| Pôr-do-sol no Taj Mahal, na Índia |
"Que este monumento ao amor se torne um símbolo da irmandante entre a Índia e o Paquistão, bem como entre países que agora estão em guerra", disse Mulayam Singh Yadav, chefe provincial do estado de Uttar Pradesh, onde está localizado o Taj Mahal.
"Mas irmãos também brigam, então levem de volta esta mensagem de amor do Taj Mahal", disse Yadav ao alto comissário paquistanês Aziz Ahmed Khan.
Rivais nucleares, a Índia e o Paquistão travaram três guerras desde sua independência, em 1947, e uma cúpula histórica sucumbiu cinco anos atrás nesta mesma cidade para tentar encontrar uma solução para a disputada região da Caxemira, razão de dois conflitos sangrentos entre os dois países.
A Suprema Corte Indiana jogou um balde de água fria nas celebrações ao se recusar a suspender um embargo de 20 anos à visitação noturna do Taj Mahal, enquanto a indústria turística indiana diz ser necessário implementar o turismo em Agra.
"Definitivamente há uma ameaça de roubo e danos ao monumento durante a noite e a corte não pode aprovar ordens que permitam a visitação noturna do Taj Mahal sem satisfazer as preocupações de todos os ângulos possíveis", disse um colegiado de juízes reunido em Nova Déli, alegando que o governo provincial de Uttar Pradesh havia apelado pela suspensão do embargo sem oferecer garantias para a segurança do frágil monumento.
Nesta manhã, os organizadores em Agra soltaram pombas para dar início aos seis meses de celebração do aniversário do Taj Mahal, às margens do rio Yamuna, onde fica o belo mausoléu e maior atração turística da Índia.
Mulheres trajando saris pintaram as testas de turistas ocidentais com tinta colorida e penduraram colares de cravos em seus pescoços ao desembarcarem nos aeroportos, estações de trem e de ônibus.
"Esse é nosso costume antigo de hospitalidade", afirmou o chefe do cerimonial, D. K. Burman.
Edifícios ao longo da estrada principal, perto do monumento, foram pintados de rosa, cor favorita dos Mughals, que governaram a Índia por três séculos.
Mas em outros locais, operários tentavam em vão deixar pronta a congestionada cidade de 1,2 milhão de pessoas, a 200 km de Nova Déli.
O Taj Mahal foi construído pelo imperador Mughal, xá Jahan, em homenagem à memória de sua segunda mulher, a imperatriz Mumtaz Mahal, que morreu ao dar à luz.
Cerca de vinte mil operários trabalharam na construção do monumento, erguido numa era de opulência, quando a dinastia minou suas pedras preciosas para financiar a construção de projetos grandiosos.
O reinado do xá Jahan durou de 1628 a 1659 e é lembrado como a era dourada nos três séculos de domínio da dinastia Mughal no Afeganistão e na Índia não-dividida.


