25/08/2005
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10h56
Enviado especial da Folha de S.Paulo a Fortaleza (CE)
Não é preciso dirigir 600 km até Juazeiro do Norte para adquirir peças de arte popular. Encontram-se renda, renda de bilro, filé, bordados, crochê, tecelagem e peças de cerâmica, de palha de carnaúba, de milho e de bananeira, de coco, de sisal, de madeira e de couro produzidos por mais de 50 municípios cearenses num único lugar, o Ceart (Centro de Artesanato do Ceará).
Chamam a atenção as peças feitas em argila que retratam personagens do folclore popular. Surgem bonecos de Patativa do Assaré (1909-2002) e de Lampião e Maria Bonita com 30 cm bastante graciosos, que custam cerca de R$ 30 cada um.
Um quadro com os temas folclóricos da região custa R$ 68. Já um brinquedo de madeira para crianças sai por R$ 4. É possível levar aquela lembrancinha para os amigos por menos de R$ 5.
Esse artesanato pode ser encontrado no próprio Ceart, no bairro Aldeota, e em diversos locais em Fortaleza, como o aeroporto, o shopping Iguatemi, o centro Dragão do Mar e o Sebrae.
Há 30.126 artesãos do Estado cadastrados ali. Criado por iniciativa do governo, o Ceart não tem fins lucrativos e procura de várias maneiras incentivar a produção de artesanato do Ceará.
Alguns artesãos são selecionados e recebem dicas para aprimorar o seu trabalho. Também aprendem a valorizar o próprio produto, participam de cursos de requalificação e são orientados por designers que os ajudam a fazer que o produto seja mais bem aceito no mercado.
A loja em Aldeota é dividida em setores que retratam a produção artesanal no Estado --há itens como os de madeira e couro vindos da região do Cariri, de Juazeiro do Norte e de Nova Olinda ou os de cerâmica, provenientes de Cascavel, de Limoeiro do Norte e Viçosa do Ceará. Todos os produtos vêm acompanhados de uma etiqueta, que, além de mostrar o valor da peça, apresenta o local onde ele foi produzido, a matéria-prima empregada e o nome do artesão.
Renda
Grande parte dos artesãos cearenses utiliza o serviço para complementar a renda familiar, mas não encara a atividade como principal trabalho. Muitas vezes são explorados por proprietários de lojas, que pagam pouco pelo produto. Com o Ceart, os artesãos passaram a contar com a ajuda de pessoas que os motivam a criar o próprio negócio.
Ceart - av.Santos Dumont, 1.589. Funciona de segunda a sexta, das 9h às 20h; aos sábados, das 9h às 17h.
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FLAVIO FLORIDOEnviado especial da Folha de S.Paulo a Fortaleza (CE)
Não é preciso dirigir 600 km até Juazeiro do Norte para adquirir peças de arte popular. Encontram-se renda, renda de bilro, filé, bordados, crochê, tecelagem e peças de cerâmica, de palha de carnaúba, de milho e de bananeira, de coco, de sisal, de madeira e de couro produzidos por mais de 50 municípios cearenses num único lugar, o Ceart (Centro de Artesanato do Ceará).
Chamam a atenção as peças feitas em argila que retratam personagens do folclore popular. Surgem bonecos de Patativa do Assaré (1909-2002) e de Lampião e Maria Bonita com 30 cm bastante graciosos, que custam cerca de R$ 30 cada um.
Um quadro com os temas folclóricos da região custa R$ 68. Já um brinquedo de madeira para crianças sai por R$ 4. É possível levar aquela lembrancinha para os amigos por menos de R$ 5.
Esse artesanato pode ser encontrado no próprio Ceart, no bairro Aldeota, e em diversos locais em Fortaleza, como o aeroporto, o shopping Iguatemi, o centro Dragão do Mar e o Sebrae.
Há 30.126 artesãos do Estado cadastrados ali. Criado por iniciativa do governo, o Ceart não tem fins lucrativos e procura de várias maneiras incentivar a produção de artesanato do Ceará.
Alguns artesãos são selecionados e recebem dicas para aprimorar o seu trabalho. Também aprendem a valorizar o próprio produto, participam de cursos de requalificação e são orientados por designers que os ajudam a fazer que o produto seja mais bem aceito no mercado.
A loja em Aldeota é dividida em setores que retratam a produção artesanal no Estado --há itens como os de madeira e couro vindos da região do Cariri, de Juazeiro do Norte e de Nova Olinda ou os de cerâmica, provenientes de Cascavel, de Limoeiro do Norte e Viçosa do Ceará. Todos os produtos vêm acompanhados de uma etiqueta, que, além de mostrar o valor da peça, apresenta o local onde ele foi produzido, a matéria-prima empregada e o nome do artesão.
Renda
Grande parte dos artesãos cearenses utiliza o serviço para complementar a renda familiar, mas não encara a atividade como principal trabalho. Muitas vezes são explorados por proprietários de lojas, que pagam pouco pelo produto. Com o Ceart, os artesãos passaram a contar com a ajuda de pessoas que os motivam a criar o próprio negócio.
Ceart - av.Santos Dumont, 1.589. Funciona de segunda a sexta, das 9h às 20h; aos sábados, das 9h às 17h.
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