Turismo
26/03/2009 - 08h17

Na cidade papal, agende visitas a Rafael e Michelangelo

PRISCILA PASTRE-ROSSI
da Folha de S.Paulo

Seja qual for o tamanho das filas, visitar os museus do Vaticano vale a peregrinação. E começa a valer antes da chegada ao acervo. Imponente, a escadaria -projeto de Giuseppe Momo, de 1932, e caminho obrigatório até as obras de arte -, dita a primeira impressão.

Os museus exibem da arte etrusca e pré-romana, com objetos que datam do primeiro século antes de Cristo, à arte moderna, a exemplo da própria escadaria em espiral de Momo. E não é preciso ser expert em arte para se encantar. Mais do que isso, para se pegar em considerações sobre os detalhes de cada obra, as características de cada época ou as particularidades de cada artista. Se tiver pouco tempo, não corra o risco de acabar não entrando nas salas de Rafael e na capela Sistina, visitas obrigatórias.

Pier Paolo Cito/Reuters
Interior da capela Sistina, local onde os cardeais escolhem o novo papa
Interior da capela Sistina, local onde os cardeais escolhem o novo papa

Visite Rafael...

Escolhido por Júlio 2º (papa de 1503 a 1513, ano em que morreu) para decorar seus aposentos, o gênio renascentista Rafael (Raffaello Sanzio, 1483-1520) começou a trabalhar ali em 1508. Lado a lado, o saguão de Constantino, a sala de Heliodoro, a sala da Segnatura -onde fica o primeiro afresco entregue pelo pintor ao papa Júlio, chamado "Discussão sobre o Santíssimo Sacramento"- e a sala do Incêndio de Borgo revelam o trabalho que colocou Rafael no nível do artista que, na mesma época (de 1508 a 1512), pintava o teto da capela Sistina.

...e Michelangelo

Michelangelo não quis ajuda para pintar cenas do Antigo Testamento no teto da capela Sistina. Esqueça as imagens dos livros. Nada se compara a passar minutos a fio com a cabeça erguida, observando cenas bíblicas da criação de Adão -na imagem clássica em que os dedos dele quase tocam os de Deus-, do pecado original ou do dilúvio. Nas paredes, que exibem ainda afrescos de Perugino e Botticelli, o "Juízo Final" é um dos últimos trabalhos de Michelangelo na capela: concluído em 1541, consumiu sete anos de trabalho.

De segunda a sábado, a visitação nos museus começa às 9h (veja a relação dos horários e dias de funcionamento abaixo). Mas às 7h30 o turista já se depara com filas imensas. Para ganhar tempo, comprar os ingressos pela internet é a alternativa. O tíquete, que dá direito a um dia de passeio pelos museus e pela capela Sistina, custa 14 euros, mas na compra online, há ainda uma taxa de 4. As reservas via internet têm de ser feitas no mínimo dez dias antes da visita. De toda forma, é preciso pegar a fila de aluguel de fones de ouvido -indispensáveis se a visita não for feita com um guia.

MUSEUS DO VATICANO
De seg. à sáb., das 9h às 16h (ingresso a 14 euros); entrada gratuita no último domingo de cada mês

 

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