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Passeio por patrimônios históricos de SP faz culto à memória
MARIA EUGÊNIA DE MENEZES
RICARDO GALLO
da Revista da Folha
A notícia sobre o estado das igrejas mineiras de Nossa Senhora da Ajuda, em Congonhas, e Nossa Senhora do Rosário, em Mariana, destruídas e à beira do desabamento, oferece um retrato impreciso da situação do patrimônio histórico.
Relatos da degradação de construções centenárias, que de tempos em tempos tomam o noticiário, encontram belo contraponto na situação de alguns edifícios tombados em São Paulo.
Em bom estado de conservação, 11 são os imóveis alçados à estatura de patrimônio nacional na capital, segundo o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
| Jefferson Coppola/Folha Imagem | ||
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| Capela da Venerável Ordem Terceira do Carmo foi construída entre 1747 e 1758 e tem missas todos os dias |
"Fica mais fácil acompanhar quando a quantidade de bens tombados é menor", diz Victor Hugo Mori, 56, arquiteto do instituto e um dos responsáveis pelo livro "Patrimônio: 70 Anos em São Paulo", publicação recém-lançada que revê as sete décadas da instituição no Estado. Não fosse o interesse econômico, conta Victor, o número de bens tombados poderia ser maior. "A destruição da memória é coisa antiga."
Em 1982, por exemplo, o Iphan fez um levantamento dos casarões remanescentes da avenida Paulista com o interesse de tombá-los -bastou a informação ser divulgada para uma série deles começar a ser demolida. Hoje, restam apenas quatro.
A ligação do Iphan com a maior metrópole do país é tão antiga que remonta a antes de sua criação oficial, em 1937. No ano anterior, o escritor Mario de Andrade recebeu uma missão do amigo Gustavo Capanema, ministro da Educação e Cultura: conceber um anteprojeto para o primeiro sistema brasileiro de proteção e preservação do patrimônio.
Da lista de patrimônios nacionais em São Paulo, não constam apenas cartões-postais, como o Masp. A seguir, estão sete construções -grande parte desconhecida- que valem um passeio.
| Jefferson Coppola/Folha Imagem | ||
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| Construída por índios guaianases em 1622, capela de São Miguel teve restauração concluída em 1941 |
Capela de São Miguel
Onde fica: Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, s/nº, São Miguel Paulista. Ainda não está aberta ao público. Visitas podem ser agendadas previamente pelo telefone 0/xx/11 2032-3921. Grátis.
Fique de olho: No batente da porta principal, onde está talhada em português arcaico a inscrição "Aos 15 de julho de 1622, S. Miguel".
Sítio Morrinhos
Onde fica: R. Santo Anselmo, 102, Jd. São Bento, tel. 2236-6121. De ter. a dom.: 9h às 17h. Oferece visitas monitoradas. Grátis.
Fique de olho: No quintal, cheio de árvores frutíferas, e no oratório esculpido em madeira, que fica em um dos quartos.
| Jefferson Coppola/Folha Imagem | ||
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| Sítio Morrinhos foi erguido provavelmente em 1702 e hoje abriga o Centro de Arqueologia da Cidade |
Casa Modernista
Onde fica: R. Santa Cruz, 325, Vila Mariana, tel. 5083-3232. De ter. a dom.: 9h às 17h. Oferece visitas monitoradas. Grátis.
Fique de olho: Mesmo descaracterizados, os jardins ainda guardam traços do projeto original. Concebido por Mina Klabin, mulher de Warchavchik, foi um dos primeiros projetos paisagísticos a priorizar as plantas brasileiras.
Capela da Venerável Ordem Terceira do Carmo
Onde fica: Av. Rangel Pestana, 230, centro, tel. 3242-8361. De seg. a sex.: 8h às 17h. Sáb. e dom.: 8h às 12h. Grátis.
Fique de olho: Na pintura da sacristia, considerada por Mario de Andrade um dos mais belos exemplares da arte sacra paulista.
Casas de Warchavchik
Onde fica: R. Bahia, 1.126, Pacaembu, tel. 3663-4975. Visitas podem ser feitas mediante agendamento. A casa que fica na rua Itápolis, 961, está em reforma.
Fique de olho: Na casa da rua Bahia, um enorme vitral vertical (foto abaixo) atravessa três andares da construção.
| Jefferson Coppola/Folha Imagem | ||
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| Construída em taipa de pilão, casa do Tatuapé foi mencionada pela primeira vez em 1698 |
Casa do Tatuapé
Onde fica: R. Guabiju, 49, Tatuapé, tel. 2296-4330. De ter. a dom.: 9h às 17h. Oferece visitas monitoradas. Grátis.
Fique de olho: No piso de terra batida em um dos cômodos, tal qual a casa era originalmente, revelado após prospecção arqueológica.
Veja a reportagem completa na edição de 19 de abril do jornal Folha de S.Paulo (exclusivo para assinantes do jornal e do UOL).
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