Sossego de Cuenca, na Espanha, está com os dias contados
MARIO GIOIA
da Folha de S.Paulo, em Cuenca (Espanha)
A restrita badalação que a cidade de Cuenca vive pode estar com seus dias contados. Concorrente ao posto de capital europeia da cultura em 2016, ela vem ganhando uma série de melhorias para torná-la mais popular entre os turistas que visitam a Espanha.
A estrada que liga Madri a Cuenca passou por duplicação e agora tem boas condições de segurança e proporciona boas paisagens da região de Castilla-La Mancha.
| Mario Gioia/Folha Imagem |
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| Parte baixa da cidade de Cuenca, com o rio Júcar, vistos a partir de mirante |
Durante o percurso de cerca de 2h30 entre as duas cidades, as plantações de olivas, o casario modesto de pequenos povoados e algumas belas construções mais imponentes, como igrejas e castelos, chamam a atenção do visitante.
Dentro da estratégia de tornar a cidade atraente, Cuenca tem se transformado, pouco a pouco, em sede de eventos culturais importantes no país. O Photoespaña, com mostras de boa qualidade, conta pontos a favor da candidatura.
Mas não é a única iniciativa. Aproveitando as belas igrejas e espaços diversos, Cuenca mantém um tradicional evento, a Semana de Música Religiosa, que teve a sua 48ª edição no último mês de abril.
O evento se destaca também pelos concertos em belos espaços, como a igreja de La Merced, de suntuosa fachada barroca, e a catedral de Nuestra Señora de Gracia, de linhas ecléticas e que dispõe de um órgão que acabou de ser restaurado.
No entanto, talvez a grande vantagem de Cuenca seja a tranquilidade.
| Mario Gioia/Folha Imagem |
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| Casas em uma das ruelas da parte antiga de Cuenca, que concorre ao posto de capital europeia da cultura em 2016 |
Com raros incidentes de violência contra turistas e disponibilidade de reservas por quase todo o ano, o visitante caminha calmamente pelas ladeiras e becos da cidade, sem as tradicionais aglomerações das cidades mais visadas nos roteiros de viagem.
Mirantes que dão para o rio Júcar, com panoramas que descortinam os rochedos e as antigas construções da cidade baixa, ficam continuamente vazios. E o Museu de Arte Abstrata Espanhola, com 127 obras de importantes artistas do país, como Tàpies e Chilida, tem constantemente suas salas livres de lotação.
MARIO GIOIA viajou a convite do Centro Oficial de Turismo Espanhol e da Iberia Linhas Aéreas.



