Turismo
03/07/2009 - 09h55

Sossego de Cuenca, na Espanha, está com os dias contados

MARIO GIOIA
da Folha de S.Paulo, em Cuenca (Espanha)

A restrita badalação que a cidade de Cuenca vive pode estar com seus dias contados. Concorrente ao posto de capital europeia da cultura em 2016, ela vem ganhando uma série de melhorias para torná-la mais popular entre os turistas que visitam a Espanha.

A estrada que liga Madri a Cuenca passou por duplicação e agora tem boas condições de segurança e proporciona boas paisagens da região de Castilla-La Mancha.

Mario Gioia/Folha Imagem
Parte baixa da cidade de Cuenca, com o rio Júcar, vistos a partir de mirante
Parte baixa da cidade de Cuenca, com o rio Júcar, vistos a partir de mirante

Durante o percurso de cerca de 2h30 entre as duas cidades, as plantações de olivas, o casario modesto de pequenos povoados e algumas belas construções mais imponentes, como igrejas e castelos, chamam a atenção do visitante.

Dentro da estratégia de tornar a cidade atraente, Cuenca tem se transformado, pouco a pouco, em sede de eventos culturais importantes no país. O Photoespaña, com mostras de boa qualidade, conta pontos a favor da candidatura.

Mas não é a única iniciativa. Aproveitando as belas igrejas e espaços diversos, Cuenca mantém um tradicional evento, a Semana de Música Religiosa, que teve a sua 48ª edição no último mês de abril.

O evento se destaca também pelos concertos em belos espaços, como a igreja de La Merced, de suntuosa fachada barroca, e a catedral de Nuestra Señora de Gracia, de linhas ecléticas e que dispõe de um órgão que acabou de ser restaurado.

No entanto, talvez a grande vantagem de Cuenca seja a tranquilidade.

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Casas em uma das ruelas da parte antiga de Cuenca, que concorre ao posto de capital europeia da cultura em 2016
Casas em uma das ruelas da parte antiga de Cuenca, que concorre ao posto de capital europeia da cultura em 2016

Com raros incidentes de violência contra turistas e disponibilidade de reservas por quase todo o ano, o visitante caminha calmamente pelas ladeiras e becos da cidade, sem as tradicionais aglomerações das cidades mais visadas nos roteiros de viagem.

Mirantes que dão para o rio Júcar, com panoramas que descortinam os rochedos e as antigas construções da cidade baixa, ficam continuamente vazios. E o Museu de Arte Abstrata Espanhola, com 127 obras de importantes artistas do país, como Tàpies e Chilida, tem constantemente suas salas livres de lotação.

MARIO GIOIA viajou a convite do Centro Oficial de Turismo Espanhol e da Iberia Linhas Aéreas.

 

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