30/03/2007
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11h01
da Enviada Especial da Folha de S.Paulo à Guatemala
Não são somente de visitas a ruínas e igrejas que vivem os turistas que vão a Antigua. Os mais aventureiros podem arriscar uma escalada em um dos vulcões próximos à cidade.
Uma série de fatores pode desencorajar quem fica na dúvida entre fazer ou não o passeio. Para começar, vale citar a altura deles, que varia entre 2.552 m --caso do Pacaya-- e 3.975 m --caso do Acatenango.
Para ter uma idéia do que isso significa, imagine um prédio de 33 andares. Ele tem míseros 100 metros de altura. Mesmo assim, você, turista teimoso, acha que dá para encarar o menorzinho numa boa?
Ótimo: então, prepare-se para oito horas de caminhada (os passeios costumam ser entre as 13h e as 21h), rumo a um vulcão ativo, caso do Pacaya. Isso mesmo: ele pode entrar em erupção a qualquer momento.
Desde 1565, esse vulcão já causou estrago 20 vezes. O último foi há nove anos, quando os vilarejos próximos foram evacuados. Quase desistindo? Antes de virar a página e descartar a idéia, pense na recompensa.
Encarar esse passeio oferece a oportunidade de conhecer --e de pisar-- em um dos fenômenos naturais mais intrigantes da Terra, de ter um visual inimaginável da região, de observar de perto o que acontece dentro da cratera e, claro: de perder os quilos que ganhou depois de tanta tortilha.
Há estudos que detectam com antecedência qualquer tipo de tremor nos vulcões. Para não correr riscos, antes de calçar as botas e encher suas garrafas d'água, cheque com a própria agência que oferece o passeio se há algum perigo.
Vulcão que solta água
Os antigueños têm na ponta da língua a história do vulcão Agua, que em 1541 destruiu a Ciudad Vieja, região que abrigava a então capital da Guatemala, San Miguel Scobar. Mas esse vulcão não despejou lavas ardentes sobre a cidade.
O Agua despejou... água! Depois de alguns dias seguidos de chuva forte, um terremoto rachou as paredes do vulcão e liberou a chuva armazenada. Ciudad Vieja ainda conserva uma das mais antigas catedrais da América Central, fundada em 1534.
O destruidor Agua, inativo e com 3.760 m de altura, é considerado pelos aventureiros o mais fácil para subir.
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PRISCILA PASTRE-ROSSIda Enviada Especial da Folha de S.Paulo à Guatemala
Não são somente de visitas a ruínas e igrejas que vivem os turistas que vão a Antigua. Os mais aventureiros podem arriscar uma escalada em um dos vulcões próximos à cidade.
| Priscila Pastre Rossi/Folha Imagem |
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| Vulcão visto a partir do alto da cidade de Antigua, Guatemala |
Para ter uma idéia do que isso significa, imagine um prédio de 33 andares. Ele tem míseros 100 metros de altura. Mesmo assim, você, turista teimoso, acha que dá para encarar o menorzinho numa boa?
Ótimo: então, prepare-se para oito horas de caminhada (os passeios costumam ser entre as 13h e as 21h), rumo a um vulcão ativo, caso do Pacaya. Isso mesmo: ele pode entrar em erupção a qualquer momento.
Desde 1565, esse vulcão já causou estrago 20 vezes. O último foi há nove anos, quando os vilarejos próximos foram evacuados. Quase desistindo? Antes de virar a página e descartar a idéia, pense na recompensa.
Encarar esse passeio oferece a oportunidade de conhecer --e de pisar-- em um dos fenômenos naturais mais intrigantes da Terra, de ter um visual inimaginável da região, de observar de perto o que acontece dentro da cratera e, claro: de perder os quilos que ganhou depois de tanta tortilha.
Há estudos que detectam com antecedência qualquer tipo de tremor nos vulcões. Para não correr riscos, antes de calçar as botas e encher suas garrafas d'água, cheque com a própria agência que oferece o passeio se há algum perigo.
Vulcão que solta água
Os antigueños têm na ponta da língua a história do vulcão Agua, que em 1541 destruiu a Ciudad Vieja, região que abrigava a então capital da Guatemala, San Miguel Scobar. Mas esse vulcão não despejou lavas ardentes sobre a cidade.
O Agua despejou... água! Depois de alguns dias seguidos de chuva forte, um terremoto rachou as paredes do vulcão e liberou a chuva armazenada. Ciudad Vieja ainda conserva uma das mais antigas catedrais da América Central, fundada em 1534.
O destruidor Agua, inativo e com 3.760 m de altura, é considerado pelos aventureiros o mais fácil para subir.
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