21/06/2001
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18h13
da Folha de S. Paulo
O Brasil está mais próximo do primeiro mundo. Isso, ao menos, durante as férias de julho, época em que turistas de todo o país acorrem aos milhares a Campos do Jordão (167 km a nordeste de SP), uma das mais européias cidades abaixo do Equador.
Só nessa época, a cidade, em que moram 45 mil pessoas, chega a abrigar mais de 1 milhão de turistas. A expectativa da prefeitura local é que os negócios a serem gerados neste ano possam ter efeitos mais duradouros.
Para isso, já colocou em prática a política de cobrar das empresas (rádios, TVs, montadoras e até de um hospital) que forem à cidade em julho doações ou investimentos em infra-estrutura urbana.
Cidade descartável
Segundo o secretário de Turismo, Tércio Laurelli, a meta é livrar Campos da condição de cidade descartável, usada durante um mês e abandonada depois. Laurelli dá como exemplo desses esforços o acordo com o hospital Albert Einstein, que montará um posto de atendimento na cidade. O hospital doará equipamentos e ambulâncias em troca de sua estada na "quente" época de inverno.
Além da aposta na tradição do Festival de Inverno, mais importante evento de música erudita do país, a cidade busca sair da idade do descartável realizando, depois da estação do frio, eventos de impacto como o Festival Internacional da Primavera -para o qual se cogitam as presenças de James Taylor e Kenny G, entre outras atrações musicais.
A expectativa também é grande para o Natal, evento para o qual Laurelli espera outro milhão de visitantes, que encontrarão uma Campos fantasiada de presépio gigante, nos moldes de Gramado (RS) e de cidades européias ocupadas, nessa época, por personagens da Disney.
Caio Caramico Soares viajou a convite do hotel Mont Blanc
Campos do Jordão não quer esfriar depois do inverno
CAIO CARAMICO SOARESda Folha de S. Paulo
O Brasil está mais próximo do primeiro mundo. Isso, ao menos, durante as férias de julho, época em que turistas de todo o país acorrem aos milhares a Campos do Jordão (167 km a nordeste de SP), uma das mais européias cidades abaixo do Equador.
Só nessa época, a cidade, em que moram 45 mil pessoas, chega a abrigar mais de 1 milhão de turistas. A expectativa da prefeitura local é que os negócios a serem gerados neste ano possam ter efeitos mais duradouros.
Para isso, já colocou em prática a política de cobrar das empresas (rádios, TVs, montadoras e até de um hospital) que forem à cidade em julho doações ou investimentos em infra-estrutura urbana.
Cidade descartável
Segundo o secretário de Turismo, Tércio Laurelli, a meta é livrar Campos da condição de cidade descartável, usada durante um mês e abandonada depois. Laurelli dá como exemplo desses esforços o acordo com o hospital Albert Einstein, que montará um posto de atendimento na cidade. O hospital doará equipamentos e ambulâncias em troca de sua estada na "quente" época de inverno.
Além da aposta na tradição do Festival de Inverno, mais importante evento de música erudita do país, a cidade busca sair da idade do descartável realizando, depois da estação do frio, eventos de impacto como o Festival Internacional da Primavera -para o qual se cogitam as presenças de James Taylor e Kenny G, entre outras atrações musicais.
A expectativa também é grande para o Natal, evento para o qual Laurelli espera outro milhão de visitantes, que encontrarão uma Campos fantasiada de presépio gigante, nos moldes de Gramado (RS) e de cidades européias ocupadas, nessa época, por personagens da Disney.
Caio Caramico Soares viajou a convite do hotel Mont Blanc

