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Leão

O mito associa-se ao leão do vale de Neméia, presente no primeiro trabalho de Héracles. Algumas versões afirmam que o leão era filho da deusa-serpente Equidna, aparentado, portanto, com a esfinge de Tebas. Outras, que vinha da estirpe de Tífon. Há versões, ainda, que ligam o leão de Neméia à deusa Selene, a qual, cansada de sua companhia, atirou-o sobre o monte Apesa. O fato é que o leão aterrorizava a todos no lugar, e a tarefa de Héracles era matá-lo; coisa que o herói só conseguiu depois de um sono de 30 dias após o qual, desperto, enfeitou-se com uma grinalda de aipos - um vegetal associado aos infernos- e atacou o leão com uma maçã.

O leão corporificava a morte e o mundo subterrâneo - os túmulos quase sempre traziam leões esculpidos em sua parte superior. O herói matou o leão, retirou sua pele com as garras do próprio e a usava como um troféu, colocando-a -invulnerável, que ela era-, como também a cabeça do leão, sobre a sua própria e seus ombros. Compadecido de seu filho, Zeus transformou o leão na constelação do Zodíaco.

O mito associado ao signo e à constelação do Leão remonta à Babilônia. Seu primitivo zodíaco se refere ao solstício de verão.