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24/03/2008 - 14h08

Pelo Tibete, chegar ao Everest leva 5 dias; assista Caio Vilela

da Folha Online

Chegar ao campo base do Everest é provavelmente a aventura que mais atrai turistas ao Tibete. Alcançar ao sopé da montanha sagrada é mais rápido e fácil pelo lado tibetano que pelo vizinho Nepal.

Confira neste terceiro capítulo da edição especial do programa "Viagens" sobre o Tibete quais os desafios do turista para percorrer pela montanha mais alta do mundo. A apresentação é do fotógrafo e jornalista Caio Vilela. Assista a série completa sobre o Tibete.

Se no Nepal é preciso caminhar duas semanas para alcançar o campo base, no Tibete é possível chegar de carro à base do pico. A viagem começa na capital Lhasa e atravessa o Himalaia pela Friendship Highway. Os postos de controle militar, além dos passos de mais de 5 mil metros, tornam o trajeto lento.

Os veículos com tração nas quatro rodas costumam gastar cinco dias nessa rota. No entanto, o caminho compensa. Cidades isoladas com monastérios budistas e suas bandeirolas coloridas servem de abrigo para turistas ao longo do percurso.

Por estar em uma zona fronteiriça, a presença militar chinesa é grande no Everest. Para visitar a região, os turistas precisam tirar uma terceira permissão de viagem, além do visto chinês e da primeira permissão concedida em pequim para o desembarque em Lhasa.

Organizada somente com a ajuda de agentes de turismo tibetanos, a jornada de cinco dias custa por volta de US$ 350 por pessoa. Neste preço, estão os gastos com gasolina, permissões e hospedagem do motorista. O pacote não inclui acomodação e alimentação ao longo do percurso.

Apesar da opção de viagem à montanha, o jornalista alerta os turistas. Isso porque as permissões para visitar o território autônomo estão suspensas desde as manifestações pela libertação do Tibete, ocorridas em meados de março (Nota da Redação: as emissões de visto para turismo no Tibete foram normalizadas no início de maio de 2008).

Ao todo, Caio Vilela percorreu e documentou mais de 50 países coletando de fotos, sons e expressões. É autor dos livros 'Florianópolis', editado pela Publifolha, e 'Um Mundo de Crianças', pela editora Panda.

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