Após controvérsia, estrategista-chefe de Hillary renuncia
da Folha Online
No último domingo, Mark Penn, o estrategista-chefe da pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton, renunciou ao seu posto. A saída veio após a controvérsia gerada por seus contatos com o governo da Colômbia para a aprovação do Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos, ao qual Hillary opõe-se publicamente.
Penn se reuniu na última segunda-feira com a embaixadora da Colômbia em Washington, Carolina Barco, para falar do acordo. Ele é executivo-chefe da empresa de lobby Burson Marsteller Worldwide, que o governo da Colômbia havia contratado para promover a ratificação do Tratado no Congresso americano.
Depois que foi divulgado o encontro, Penn afirmou em comunicado que cometeu "um erro de julgamento" ao se reunir com a embaixadora.
Em resposta, o governo da Colômbia divulgou comunicado no qual classificou o pedido de desculpas como uma "falta de respeito com os colombianos" e cancelou seu contrato com a Burson Marstellere.
Assessores de campanha de Hillary afirmaram que tanto a senadora quanto seu marido, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, ficaram profundamente irritados com a atitude do ex-estrategista e rapidamente negociaram a saída de Penn.
Em comunicado neste domingo, a campanha de Hillary disse que Penn continuará dando assessoria e realizando pesquisas para a senadora. O cargo de estrategista-chefe deve ser assumido pelo diretor de comunicação da campanha, Howard Wolfson e pelo pesquisador Geoff Garin.
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