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10/04/2008 - 17h24

Ex-alunos colocam escola entre as dez melhores do Estado

da Folha Online

A Escola Estadual Antônio Alves Cruz, na Vila Madalena, está entre os melhores colégios de São Paulo. Há pouco mais de dez anos, a instituição estava condenada por abandono, vandalismo e evasão de estudantes.

No quadro "Vila Dimenstein" desta semana, a coordenadora pedagógica da escola, Teresa Cristina Salles Santos, fala sobre a força da comunidade para mudar a realidade do colégio. A apresentação é de Gilberto Dimenstein.

Esse resultado positivo é conseqüência do trabalho de um grupo de ex-alunos, da década de 70, que se reuniu para ajudar a escola. Eles formaram a ONG Associação Fênix para o Desenvolvimento da Educação e Cultura que mudou a imagem do local.

Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), a Escola Estadual Antônio Alves Cruz obteve pontuação de 56,58 na avaliação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) do ano passado. A média geral do município de São Paulo foi 49,136. Com esse resultado, a escola está no ranking das melhores do ensino público do Estado.

Fundada em 2000, a ONG é formada por ex-alunos que hoje são médicos, arquitetos e administradores. Este trabalho da organização não-governamental, além de reestruturar a imagem do colégio, oferece aos estudantes diversas oficinas, como, por exemplo, aulas de música e instrumentos.

Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

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