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19/05/2008 - 17h35

Cataratas de Vitoria criam "chuva eterna" no coração da África; veja imagens

da Folha Online

Em 1855, ao descobrir as cataratas de Vitoria, o famoso explorador escocês David Livingstone escreveu em seu diário: "um lugar tão bonito como esse pode ser avistado apenas por anjos durante o vôo". Hoje, qualquer um pode visitar as quedas, mas a visão que maravilhou Livingstone é a mesma.

Nesta semana, no quadro "Viagens", o repórter Fábio Zanini fala sobre "Victoria Falls", a queda d´água que se forma quando o rio Zambezi despenca de uma altura de 100 metros, despejando milhões de litros de água por segundo num desfiladeiro.

A queda produz uma nuvem de água tão espessa que bloqueia a luz do sol e causa uma tempestade permanente na área mais próxima, que pode ser visitada atravessando uma ponte. Quem fica ali, por alguns segundos, sai totalmente encharcado. A diversão é garantida.

As cataratas de Vitoria ficam no coração da África austral, dividindo Zâmbia e Zimbábue. Do lado zimbabuano, na cidade chamada de Victoria Falls, a visão é mais ampla, mas a proximidade das quedas é menor. Sem falar que o país, em crise econômica e turbulência política, não anda muito convidativo para turistas.

Do lado da Zâmbia a cidade chama-se Livingstone, a visão é mais restrita, mas ainda assim o suficiente para deixar qualquer um boquiaberto. Para chegar a Livinsgtone, pode-se pegar um avião diretamente de Johannesburgo, na África do Sul, ou um ônibus de Lusaka, capital da Zâmbia.

A cidade tem opções de acomodação para todos os bolsos. Desde pequenas pousadas com dormitórios simples, até luxuosos resorts quase na beira das quedas. Há também restaurantes e opções de passeios pela mata local, cujo destaque é a enorme população de babuínos e outros tipos de macacos.

No período de outubro a maio, época das chuvas, a correnteza da catarata é maior.

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