Apesar dos conflitos, Líbano é um país hospitaleiro e com opções de lazer
da Folha Online
O Líbano vive um período de conflito armado. O exército ocupa a região para assumir a segurança do país, depois dos combates entre a oposição, liderada pelo grupo xiita Hizbollah. O saldo foram vários mortos e feridos desde o começo da crise, no último dia 7.
Neste videocast sobre o Líbano, o editor-assistente do caderno Empregos e Negócios, Cássio Aoqui, fala sobre Beirute, capital do país, que apesar dos inúmeros confrontos tem, também, diversas atrações para os turistas que se aventuram em conhecer o local. Veja o primeiro capítulo da série sobre Líbano.
A sucessão de lojas de grife localizadas em Beirute só aumentam a certeza do estrangeiro de estar em um mundo paralelo.
Com soldados em todas as esquinas, tanques espalhados pela cidade, checkpoints nos locais mais movimentados, Beirute vive em permanente estado de guerra iminente. Para entrar nos luxuosos shoppings, com lojas de grife, megastores da Virgin e cinemas de última geração é preciso passar por detectores de metais. Em um só dia, o viajante é revistados mais de dez vezes.
Ao caminhar pela cidade é inevitável se defrontar com prédios em ruínas, seja dos últimos conflitos ou da guerra civil que deixou 100 mil mortos entre os anos de 1975 e 1990.
No último fim de semana, o conflito arrefeceu em Beirute, mas se espalhou pelo interior do país, pelas montanhas de Chouf, pelo Vale do Bekaa e, ao norte, em Trípoli, segunda maior cidade libanesa.
Ainda assim, segundo Cássio Aoqui, Beirute é uma cidade única com os melhores museus do Oriente Médio, como, por exemplo, o "Museu Nacional".
Passear pela Corniche, calçadão à beira do mediterrâneo, é uma das principais atrações. Outra opção é ver o pôr-do-sol da Pigeons rocks, cartão postal da cidade e, também, relaxar nos cafés ou saborear a comida local.
Mas é conversando com os moradores, que lembram com saudades da época áurea do local, que se pode ver entre os tantos contrastes que Beirute, considerada a "Paris do Oriente Médio", como era conhecida até a guerra civil tomar conta do país, nos anos 70.
Serviço
Moeda: Libra libanesa. Mas, o dólar, também, é usado.
Saúde: Nenhuma vacina particular é exigida para visitar o país.
Clima: Líbano tem 300 dias de sol por ano. Temperaturas litorais: 15ºC, em média, durante o inverno chuvoso; podem alcançar 31ºC durante o verão úmido. Em altitudes mais altas: a neve permite esquiar durante os meses de dezembro até abril.
Idioma: Árabe. Mas, é comum o uso do francês e inglês.
Vestuário: Roupa curta deve ser evitada em certos lugares como o souk de Trípoli ou Sidon. As visitas aos locais religiosos exigem roupas modestas. Mulheres precisam de lenços de cabeça quando vão às mesquitas.
Telefones úteis: Forças de segurança internas: 112; Cruz Vermelha: 140; Defesa Civil: 125.
Leia mais
- VÍDEO: Em época de conflito armado, turistas devem adiar viagem para o Líbano
- Exército do Líbano diz que irá intervir com uso da força a partir de terça
- Capital libanesa intensifica vida cultural
- Estrangeiros começam a deixar o Líbano em meio a confrontos
- VÍDEO: Irã é um país hospitaleiro que fascina os turistas
- Fotografar certas áreas do Líbano demanda cautela
Livraria
Especial
