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26/05/2008 - 18h10

Junta militar dificulta ajuda humanitária a Mianmar; ouça Caio Vilela

da Folha Online

Neste domingo a comunidade internacional fez mais um alerta para que Mianmar salve os sobreviventes do ciclone Nargis e cumpra com sua promessa de liberar o acesso de todos os trabalhadores humanitários estrangeiros ao país. O tufão deixou ao menos 134 mil mortos ou desaparecidos e 2,5 milhões de desabrigados.

O fotógrafo e jornalista Caio Vilela já visitou o local e fala das conseqüências deste desastre na região. Veja o capítulo do especial sobre Mianmar nesta série do programa "Viagens".

Quem passou pela antiga Birmânia, um dos países mais pobres do sudeste asiático, consegue imaginar a dimensão do desastre e as conseqüências que a população sofre neste momento.

Mianmar é um país isolado por sua própria precariedade. A junta militar, que governa a nação desde os anos 60, reprime as manifestações populares com violência, recusa e dificulta ajuda humanitária oferecida pelos países europeus.

"Em uma visita a região central do país, eu vi de perto as dificuldades que o regime impõe a população", diz Vilela. O fotógrafo também fala das crianças, encontradas nas estradas, que trabalham sem descanso.

Entre as principais atrações turísticas do local, estão os templos de Yangon e o sítio arqueológico de Bagan.

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