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03/06/2008 - 09h18

Democratas vão às urnas nesta terça nas últimas primárias do partido; veja vídeo

da Folha Online

Nesta terça-feira, os eleitores democratas de Montana e Dakota do Sul vão às urnas, nas últimas primárias da acirrada disputa pela nomeação do partido. Um total de 31 delegados estão em jogo nos dois Estados, número que não será suficiente para mudar o cenário atual da disputa.

O senador por Illinois Barack Obama lidera a corrida democrata há meses. De acordo com a rede de televisão CNN, ele possui 1.741 delegados eleitos, contra 1.624 de sua rival, a ex-primeira-dama e senadora por Nova York Hillary Clinton.

Com a decisão do último sábado sobre a validação dos delegados de Michigan e Flórida com meio voto, o número de delegados necessários para garantir a nomeação subiu para 2.118 --número que nenhum dos dois alcançará com a votação de amanhã.

Obama conta ainda com uma ampla liderança no número de superdelegados. Até o momento, ele tem 329 nomes ao seu lado contra 291 que apóiam Hillary. Se uma decisão não for alcançada com a votação das primárias, os superdelegados que deverão definir a candidatura democrata, na Convenção Nacional, marcada para 25 de agosto, em Denver.

Em sua campanha, Hillary ressalta que os superdelegados não estão comprometidos oficialmente até a data da convenção, o que daria a ela a chance de convencer os indecisos, ou até mesmo alguns que dizem apoiar Obama, a respaldar sua candidatura.

Em carta enviada aos superdelegados na semana passada, Hillary pede para que estes "reflitam" sobre quem está mais preparado para ocupar a Casa Branca, e sobre a importância de se ter mais votos populares no âmbito das eleições gerais.

No entanto, Obama parece não mais se importar com os argumentos da rival. Seu porta-voz, Robert Gibbs, disse que se o senador não sair vitorioso na votação de amanhã, poderá sair vitorioso da disputa com Hillary "muito em breve". Ele planeja marcar o fim da temporária de primárias com discurso na noite desta terça-feira em Minnesota.

Depois de uma disputa repleta de ataques mútuos, Obama passou as últimas semanas sem citar o nome de Hillary. Ele foca agora em seu provável concorrente McCain, afirmando que o republicano não ofereceria mais do que uma "continuação" do mandato do atual presidente George W. Bush. Embora não admita oficialmente, aparentemente Obama já pensa em sua plataforma presidencial para a votação de 4 de novembro.

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