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02/06/2008 - 18h30

Governo de Mianmar é obstáculo para o desenvolvimento do turismo no país

da Folha Online

Depois que um forte ciclone atingiu Mianmar, no início de maio, os danos nas comunicações, nos transportes e no sistema de abastecimento tornaram o turismo praticamente inviável no país. No entanto, o crescimento deste setor é prejudicado também pelo o próprio governo, que prefere manter o isolamento e os estrangeiros afastados.

No programa "Viagens" desta semana, o fotógrafo e jornalista Caio Vilela fala sobre a situação complicada do turismo no país, principalmente por conta dos poucos acessos. Veja também o primeiro capítulo da série sobre Mianmar.

- Confira outros vídeos com a apresentação do jornalista.

"Se antes do desastre, viajar pelo extenso território da antiga Birmânia era difícil, agora parece praticamente impossível", diz Caio Vilela.

Mianmar é uma nação de fronteiras terrestres fechadas. Quem vem de fora, só pode entrar de avião. A comunicação em inglês é quase impossível e se limita ao contato com os poucos birmaneses que trabalham com turismo.

A alimentação é pouco variada, baseada em arroz com vegetais e carne de porco quase sempre servidos com macarrão instantâneo.

No pico da estação chuvosa, as tempestades freqüentes aumentam os riscos nas viagens aéreas e fluviais, as duas formas de transporte mais comuns para os turistas.

Os templos de Mandalay, as vilas habitadas por minorias étnicas e o impressionante sítio arqueológico de Bagan, que normalmente já recebem poucos turistas, estão praticamente vazios.

A disposição para receber visitantes ficou ainda pior após os protestos dos monges, em setembro de 2007, pela escassez de alimentos. Manifestações estas que foram violentamente reprimidas pela Junta Militar, que governa o país desde os anos 60.

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