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12/06/2008 - 07h20

Começa disputa entre Obama e McCain para as eleições gerais; veja vídeo

da Folha Online

Começou nesta semana o embate entre os prováveis candidatos à Presidência dos EUA, o democrata Barack Obama e republicano John McCain.

Ao iniciar uma viagem de duas semanas pelo país para propor soluções para a crise nacional, Obama fez da economia o primeiro tema no confronto contra o rival. No entanto, falar sobre o tema não foi uma escolha aleatória.

Uma pesquisa divulgada pela Opinion Research Poll aponta que 78% dos entrevistados dizem acreditar que a situação econômica atual é ruim ou muito ruim, 19% dizem que a situação é aceitável e uma porcentagem ainda menor, 3%, afirma que a economia está bem.

Obama passará por Estados tradicionalmente republicanos, como Carolina do Norte, Pensilvânia, Ohio e Flórida, acusando McCain de querer dar continuidade à política econômica do governo Bush.

McCain discursou na terça-feira, em Washington, um dia após Obama defender o aumento das cobranças de impostos sobre as indústrias petrolíferas, e acusou o adversário democrata de querer aumentar os impostos de todos os norte-americanos.

O discurso trouxe uma mudança de tom do republicano, que sempre foi contrário às propostas do presidente George W. Bush de diminuir os impostos para as famílias de classe média, argumentando que o orçamento não comportaria a perda de receita.

Obama propõe reduzir os impostos das classe média e baixa e aumentá-los para quem tiver renda superior a 250 mil dólares, cerca de 410 mil reais, por ano.

Outro motivo de divergência entre os prováveis candidatos é a maneira de lutar contra o aquecimento global e reduzir a dependência dos EUA em petróleo estrangeiro. McCain e Obama possuem objetivos comuns, como a redução da emissão de gases do efeito estufa e o incentivo para energia nuclear.

No entanto, os presidenciáveis fazem propostas diferentes para atingir seus objetivos. Obama propõe um papel maior do governo no desenvolvimento de tecnologias para encontrar fontes alternativas de combustível. McCain quer uma política mais liberal e afirma temer "conseqüências inesperadas" após uma interferência errada no mercado.

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