Videocast
20/06/2008 - 20h27

"Sistema é culpado pela barbaridade no RJ"; veja Eliane Cantanhêde

da Folha Online

Após 20 anos de ditadura militar, os militares passaram os anos seguintes tentando melhorar a sua reputação para fugir da imagem ruim de torturadores, após as mortes e os desaparecimentos.

No entanto, nas duas últimas semanas, o Exército volta às manchetes na mídia de forma negativa, primeiro por causa dos dois sargentos gays e, depois, por conta dos 11 militares do Rio de Janeiro que entregaram três jovens para serem mortos por traficantes de um morro. Acompanhe, neste videocast, a opinião da colunista da Folha Eliane Cantanhêde sobre o assunto.

A homossexualidade é um tabu dentro da Força, que está tendo dificuldades em tratá-lo publicamente. Para a colunista, já estava mais do que na hora desse assunto ser abordado e tratado.

Já a entrega dos jovens para traficantes de um morro carioca constitui, na visão da colunista, um erro gravíssimo, que identifica, 20 anos depois, a imagem do Exército atrelada à tortura, morte e desaparecimento.

O Exército tenta se defender ao dizer que era contra a ação e que apenas atendeu a uma ordem do presidente Lula. Eliane Cantanhêde diz que a ordem foi para, provavelmente, beneficiar o bispo e senador Marcelo Crivella (PRB), que é candidato às eleições da prefeitura do Rio de Janeiro, em outubro.

Segundo ela, o bispo exigiu, o governo aceitou e os militares agora dizem que são eles que estão pagando pelo ato. Na opinião da colunista todos são culpados, principalmente o sistema que preparou e instruiu o jovem tenente de 25 anos, capaz de uma barbaridade dessas.

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