Jogadores da Suécia viraram tietes da seleção em 58; veja Pelé e Pepe
da Folha Online
"Só faltou os jogadores da Suécia pedirem autógrafos quando terminou o jogo. Eles mesmos sabiam que iam perder, que não tinham condições de ganhar do Brasil", diz Pepe sobre a final da partida com a Suécia, em 1958, quando os adversários derrotados se tornaram tietes dos intrusos vencedores.
Pepe e Pelé que fizeram parte do time daquela época recordam, neste videocast especial sobre a Copa de 58, alguns momentos que marcaram o campeonato.
Naquele ano, o garoto Pelé tinha apenas 17, ainda no princípio de sua história vitoriosa pelo Santos, aparecendo na Suécia como o futuro melhor jogador do mundo. "Com 17 anos sendo campeão do mundo é uma coisa que nunca tinha acontecido e até hoje não aconteceu", finaliza o ex-camisa 10 da seleção brasileira.
Peça importante do ataque santista no final da década de 1950, José Macia, o Pepe, perdeu a chance de participar da Copa de 1958 por conta de uma torção no joelho direito, sofrida a 10 dias do início do torneio. Suplente de Zagallo no Mundial, o futuro treinador observou o primeiro título da seleção do banco de reservas, praticamente como um comentarista.
Cinqüenta anos após a conquista, Pepe analisa a Copa da Suécia como o marco da evolução do futebol do país. "É uma conquista que a gente guarda com muito carinho. Foi a primeira vez. O Brasil vinha de 50 e 54, dois desastres, dois traumas, e o futebol brasileiro foi resgatado [em 58]. Dali para frente, o Brasil se tornou o melhor futebol do mundo", opina o ex-ponta-esquerda.
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