Homem dirige bêbado, sobrevive a dois acidentes graves, mas fica tetraplégico
da Folha Online
"Hoje estou tetraplégico em cima de uma cama, dependo da minha família para me dar comida, trocar minha fralda. Eu uso sonda e não sinto minhas pernas. Pra mim, hoje isso é como se fosse uma cadeia", diz o ex-motorista de ônibus Marcelo do Santos sobre o acidente que sofreu em 2007, por ter dirigido bêbado.
Ele conta neste videocast como foi o seu acidente e o que acha da nova lei de trânsito.
Em dia 31 de dezembro de 1994, às 22h40, Marcelo saiu para visitar sua irmã e comemorar a passagem de ano. Ele estava de carro com sua mulher e seu filho, na época, de apenas um ano. Antes de sair de casa, o ex-motorista bebeu e mesmo assim decidiu conduzir o veículo, pois considerou que não havia trânsito. Em uma curva, o carro capotou, mas não houve vítimas.
Por causa deste acidente Marcelo parou de beber durante 13 anos. No entanto, em 2007, foi beber com um amigo e, após sair do bar, pegou a moto e bateu em um carro. "Se eu não tivesse bebido, na hora do acidente teria muito mais reflexo".
Desde o momento da batida, Marcelo diz que já não conseguia mais movimentar o corpo. Foi ali que ficou tetraplégico. O ex-motorista diz que a lei, que pune motoristas bêbados, vai salvar a vida de muitas pessoas.
A nova lei torna ilegal dirigir com concentração a partir de dois decigramas de álcool por litro de sangue. Quem descumpri-la pode ser punido com suspensão da carteira de habilitação por um ano, além de multa de R$ 955 e retenção do veículo.
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