Veja sugestão de 3 filmes: para amar, chorar e rir
da Folha Online
Na categoria "drama", estréia no final de semana "O Escafandro e a Borboleta". Baseado em fatos reais, conta a tragédia que abate um ex-editor da revista francesa "Elle". Ele desaba do topo de uma carreira bem-sucedida, cercada de status e poder, para um estado físico vegetativo, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).
Esta semana, além desta tragédia humana, o Cinemacast sugere aos leitores outros dois estilos de cinema diferentes: uma animação inesquecível e uma comédia romântica despretensiosa. Acompanhe as indicações do editor-chefe da Folha Online, Ricardo Feltrin.
"Wall-E"
"Wall-E", nova produção da Pixar, conta a história do robozinho-faxineiro abandonado na Terra devastada, em um futuro longínquo. Certamente tem um dos melhores roteiros da história da animação e a humanização dos personagens ultrapassa inclusive a obra-prima "Procurando Nemo".
Um aviso: independentemente da meiguice de Wall-E e de sua namoradinha, Eva (os protagonistas), a animação não pode ser considerada exatamente um produto infantil.
Os temas destruição da vida, poluição, Apocalipse e, mais tarde, ressurreição do planeta, bem como o fato do suposto vilão ser toda a raça humana, cria uma ambigüidade que transforma "Wall-E" numa diversão de altíssimo nível, mas que pode aborrecer crianças hiperativas ou aquelas que preferem ação tipo "Speed Racer". Mas os adultos certamente vão amar.
Antes de "Wall-E", o espectador ainda leva de "brinde" outra animação, o curta "Presto". O filmete mostra a difícil relação entre um coelho faminto e seu dono, um mágico que tenta tirá-lo da cartola.
"O Escafandro e a Borboleta"
Este drama, baseado em fatos verídicos, mostra um caso raríssimo da medicina até hoje, Jean-Dominique Bauby, ou Jean Do, como era conhecido. Ele teve o corpo inteiramente paralisado --exceto o olho esquerdo. É com esse olho que escreverá o livro que dá nome ao longa.
Claro que é um filme pesado. Doloroso. De chorar. Mas também é uma lição sobre destino e fatalidade para qualquer ego: a saber, Jean Do não era fumante, se alimentava bem e sempre bebeu pouco.
"Amar... Não Tem Preço"
Por fim, uma comédia leve e despretensiosa para aliviar o espírito. "Amar não tem Preço" traz mais uma vez a superstar francesa Audrey Tautou. Mas quem brilha mesmo na trama é o pouco conhecido Gad Elmaleh.
Com caras e bocas hilárias, e como um ar de "Nicolas Cage", Elmaleh interpreta Jean, um barman e atendente de um hotel finíssimo da Côte D'Azur, litoral da França. Jean é confundido pela quase-prostituta Irène (Tautou) que o tem como milionário. "Quase" talvez, em vez de dinheiro, ela prefere trocar favores sexuais com velhos ricos por roupas de grife.
Para não perder a boquinha e o sexo com a vadia arrivista, Jean decide prolongar a confusão de Irène. A história é simples, mas ganha graça com as reviravoltas. Não chega a impressionar, mas, como comédia, cumpre exatamente sua função: fazer o público rir.
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