Videocast
19/07/2008 - 09h57

Magistrado divide opiniões sobre habeas corpus de Dantas; ouça Frederico Vasconcelos

da Folha Online

Há dois aspectos relevantes no episódio envolvendo o juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. A primeira questão é saber se realmente o ministro atropelou as outras instâncias -- o juiz federal, o Tribunal Regional Federal e o STJ -- ao decidir, por duas vezes, pela liberação do banqueiro Daniel Dantas.

O outro aspecto é entender as manifestações do magistrado, pois há quem acredite que Mendes avançou o sinal.

Neste videocast, o repórter especial da Folha Frederico Vasconcelos fala sobre essa questão dos habeas corpus da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

A Operação Satiagraha prendeu 17 pessoas no último dia 8 por suposta participação em crime de lavagem de dinheiro. Entre os presos estavam o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Najas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o consultor Hugo Chicaroni e Humberto Braz, assessor do banqueiro Daniel Dantas.

Com exceção de Braz e Chicaroni, acusados de tentativa de suborno, todos os demais investigados na Satiagraha foram beneficiados pelo habeas corpus concedido pelo presidente do STF a Dantas.

Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram há quatro anos, com o desdobramento das apurações feitas a partir de documentos relacionados com o caso mensalão pelo STF para a Procuradoria da República no Estado de São Paulo. Foi então aberto um processo na 6ª Vara Criminal Federal.

Na apuração foram identificadas pessoas e empresas supostamente beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos. Com base nas informações e em documentos colhidos em outras investigações da Polícia Federal, os policiais apuraram a existência de uma organização criminosa, supostamente comandada por Daniel Dantas, envolvida com a prática de diversos crimes.

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