Veja indicação de três filmes para quem ama cinema; assista
da Folha Online
Em meio à profusão de blockbusters e filmes rasos, a coluna Cinemacast sugere hoje três longas que são obras-primas da arte cinematográfica, e agora voltam ao circuito.
As indicações são do editor-chefe da Folha Online, Ricardo Feltrin. Assista aos outros programas do Guia da Folha Online.
O Balão Vermelho (livre)
A primeira sugestão é "O Balão Vermelho" ("Le Baloon Rouge"), do lendário diretor francês Albert Lamorisse.
Lançado em 1956, é um média-metragem com apenas 38 minutos, mas faria parte de qualquer seleção de melhores filmes da história. Ou pelo menos entre os mais meigos. Ganhou o Oscar de Melhor Roteiro no ano seguinte.
"O Balão" conta a história de um garoto parisiense (Pascal, filho de Lamorisse, aliás) que acha um bexigona vermelha presa em um poste. Ao levá-la para casa, o balão se "humaniza", ou pelo menos passa a ter comportamento de um animal de estimação.
A simplicidade do roteiro, a doçura da história e a excelente atuação de Pascal fazem desse filme um tesouro para espectadores de qualquer idade. A platéia assiste com um sorriso no rosto, do começo ao fim. O filme está sendo exibido somente no HSCB Belas Artes
| Divulgação |
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| Filme conta história de duas irmãs que escondem da mãe o destino de seu filho |
Desde que Otar Partiu (14 anos)
Outro clássico indicado por Cinemacast deve sair de cartaz ainda esta semana, portanto, corra se quiser assistir à comovente história deste que é o primeiro longa-metragem de Julie Betuccelli, em produção franco-belga de 2003.
É a segunda vez que o filme entra em cartaz nos cinemas paulistanos. Conta a dolorosa história de duas irmãs que escondem da mãe moribunda, o máximo que conseguem, o destino real de seu filho (irmão de ambas).
Enquanto a mãe sonha reencontrar o filho amado, suas filhas são obrigadas a tramar todo o tipo de instrumentos para manter o sonho --e a saúde frágil-- da matriarca.
O que deveria ser maquiavelismo se transforma em bondade humana infinita. Uma daquelas valiosas lições que o cinema dá ao ser humano comum. O filme está sendo exibido apenas no Cine Segall.
| Divulgação |
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| Sagnier faz o papel de moça que se envolve com um homem 30 anos mais velho |
Uma Garota Dividida em Dois
Mais uma grande obra da família francesa Chabrol, com direção de Claude, ainda produtivo aos 78 anos.
Depois do pesado "A Dama de Honra" (de 2004) e do reflexivo "A Comédia do Poder", Chabrol faz de "Uma Garota Dividida em Dois" um filme instigante e longe dos clichês. Parte da qualidade desse filme se deve ao talento e beleza de Ludivine Sagnier, uma verdadeira usina de sensualidade, que já havia arrancado suspiros da platéia em "Paris, Je T'Aime" (2006) e "Swimming Pool", de 2003, e "Rembrandt" (1999).
Sagnier faz o papel de uma moça que se envolve com um homem 30 anos mais velho (François Berléand). Ao mesmo tempo, cativa um rapazola milionário e tonto. Obcecada pelo idoso, ela não percebe a obsessão de seu outro admirador. O final é surpreendente.
Veja horários e local de exibição dos filmes no Guia da Folha Online.
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