Videocast
11/08/2008 - 20h36

Rússia quer deter ocupação americana em fronteira; ouça editora

da Folha Online

Nesta segunda-feira, tropas da Rússia abriram uma segunda frente de batalha na Geórgia. O conflito, na área separatista Ossétia do Sul, chega ao seu quarto dia com o envio de veículos blindados russos a áreas distintas, chegando a ocupar uma base militar no oeste do país, segundo oficiais.

Neste videocast, a editora de Mundo da Folha, Claudia Antunes, comenta sobre os interesses que cada lado envolvido possa ter com o conflito.

Segundo a editora, está claro que o conflito foi iniciado pelo presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, que, em violação a um acordo assinado em 1992, empreendeu uma ofensiva militar para retomar o controle destes territórios separatistas, que estavam sob tutela russa desde o acordo.

A dúvida, no entanto, era o que o presidente esperava. Talvez ele não contasse com uma reação vinda da Rússia ou esperasse que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) viesse em seu auxílio, o que parece um cálculo pueril na opinião da editora, dada a situação da organização no Iraque, no Afeganistão, além da resistência que os europeus certamente teriam em participar de uma ofensiva militar contra a Rússia.

Já para a Rússia não há interesses em ocupar a Geórgia, mas sim em deter a penetração americana na sua fronteira de Cáucaso. Além disso, a intenção seria enfraquecer o governo georgiano, para mostrar que isso não pode acontecer, e se aproveitar do precedente de Kosovo, aberto pelos EUA, para reivindicar aos seus aliados separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, duas regiões rebeldes da Geórgia, o mesmo status que Kosovo obteve contra a vontade russa e graças ao apoio americano.

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