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10/10/2008 - 17h46

Investidores da Bolsa devem pensar em rendimento a longo prazo; veja

da Folha Online

A crise financeira originada nos EUA resultou em uma das piores semanas nos mercados. Na segunda-feira (6), o "circuit breaker" foi acionado por duas vezes na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). No dia seguinte, houve uma ação coordenada dos bancos centrais para reduzir os juros.

No Brasil, o governo mexeu nos compulsórios para ajudar os bancos menores. Ontem, mais empresas tiveram prejuízos com queda de 11% na Bolsa de Tóquio. Em São Paulo, as negociações na Bovespa foram interrompidas novamente na manhã desta sexta-feira.

Toni Sciarretta, repórter do caderno Dinheiro da Folha, diz que foram tomadas ações de resgates aos bancos nos EUA e na Europa, mas o pânico está disseminado e a economia financeira não encontra uma maneira de retomar confiança.

Toni Sciarretta

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Na vida dos brasileiros, explica o jornalista, a primeira reação é achar que as pessoas que têm dinheiro na Bolsa tiveram prejuízos. "Fala-se que todo mundo, agora, virou investidor de 'longuíssimo' prazo. Quem achava que podia recuperar em 2009 o dinheiro que tinha na Bolsa, agora já ficou para 2010, 2011. Tudo pode acontecer."

Segundo Sciarretta, nesse momento, o mundo vai consumir em menores proporções e é provável que empresas precisem de menos profissionais. As montadoras estão diminuindo seus turnos, o que pode gerar desemprego.

O jornalista diz que efetuar empréstimos para financiamento de casa não é recomendável no momento, uma vez que os bancos estão cobrando taxas elevadas. "O maior risco para quem tem dívida a longo prazo é perder o emprego. Os juros vão subir muito? Vão subir, mas no empréstimo imobiliário tem uma parte que é fixa, que varia de acordo com os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que vai subir, mas depois recupera."

De acordo com o repórter, quem tem investimento na Bolsa deve esquecê-lo e pensar em um rendimento a longo prazo. Já quem tem até R$ 60 mil na poupança, não precisa se preocupar. "Até esse limite está todo mundo protegido, o próprio sistema financeiro contribui com um fundo que garante esses créditos", explica o jornalista.

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