Videocast
28/10/2008 - 12h26

Campeã brasileira de sinuca ensina mulheres a jogar bilhar; assista

da Folha Online

Foi o tempo que o "sexo frágil" comparecia aos bares de sinuca só para acompanhar os maridos ou namorados. Apesar desse esporte ainda ser considerado uma atividade tipicamente masculina, já recebe algumas adeptas.

Neste videocast, a atual campeã paulista e brasileira de sinuca, Silvia Taioli, fala sobre o preconceito, que enfrenta nas competições, e das aulas que ensina para as mulheres.

Campeã de sinuca

Profissionalmente ela está há 11 anos no esporte, no entanto desde os 14 anos pratica a sinuca. "Eu comecei a jogar com o meu pai, diferente de outros jogadores que se iniciaram profissionalmente jogando em bares e salões. Antigamente a gente chegava no salão e a predominância era masculina e a gente se sentia deslocada. Hoje isso mudou. A presença da mulher é maciça nos salões. Acho que nós invadimos o último reduto masculino, que era a sinuca", diz Taioli.

A campeã brasileira também é instrutora de bilhar, leciona aulas e workshops ao público feminino.

Segundo Taioli, no Brasil não existe nenhuma escola, que ensine a jogar sinuca, por isso resolveu lecionar. "Eu criei um curso de sinuca que, num tempo bastante reduzido, você consegue aprender e não tem que sofrer tanto", conta.

Além de jogadora e professora, ela é árbitra, reconhecida pela Confederação Brasileira de Sinuca, e comentarista de bilhar da ESPN.

"No começo é muito difícil. O árbitro é aquele que não aparece. Se você não notou o árbitro quer dizer que ele agiu bem. É como no jogo de futebol. Você tem que entender muito bem a regra, estar extremamente atento a jogada. O maior problema do árbitro, em qualquer esporte, é a dispersão", explica.

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