Oscilação menor das Bolsas indicará fim da crise; veja comentário
da Folha Online
No início da semana, a crise financeira que afeta diversos países no mundo parecia ter dado uma trégua, após a divulgação de planos de oferta de ajuda por parte de governos europeus que, juntos, passam de US$ 2 trilhões. No entanto, novas quedas sucederam este ânimo do mercado.
Nesta quarta-feira, o mercado teve mais um dia turbulento no Brasil. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) interrompeu suas operações, às 14h24, quando o índice Ibovespa caiu 10%, e encerrou o pregão com queda de 13,16%.
Toni Sciarretta, repórter de Dinheiro da Folha, diz que, apesar do sobe e desce nas Bolsas, só se poderá ter certeza do fim da crise assim que houver uma oscilação menor no mercado financeiro.
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Neste videocast, Sciarretta diz que existe uma segunda parte da crise, que é a economia real, mesmo depois do socorro aos bancos e dos títulos podres saírem dos balanços. O repórter toma como exemplo as recentes quedas no preço dos imóveis nos Estados Unidos. Ele também cita a queda de consumo. Com a aproximação do Natal, a expectativa é que a data não seja tão boa para os norte-americanos quanto no ano passado. "O consumidor se retraiu, a confiança na economia já é muito menor."
No Brasil, as comemorações natalinas não serão tão terríveis. Para Sciarretta, 2009 é a grande preocupação. "Talvez o champanhe no Natal fique mais caro, o vinho também, mas tem outras coisas que vão ficar mais baratas e, então, uma coisa equilibrará a outra."
Cotação do dólar
O Banco Central está agindo para segurar a cotação da moeda norte-americana ao vender dólares das reservas à vista --fato que não acontecia há cinco anos-- e ao vender o dólar no mercado futuro. Se as medidas serão eficazes, Sciarretta diz que é um pouco cedo para concluir. No entanto, estão mostrando resultados.
Segundo o repórter, banco só vai emprestar para banco na hora que souber que não vai precisar do dinheiro no curto prazo.
Turismo
Já quem pensa em ir para o exterior deve analisar as condições por conta do preço do dólar. "Tem gente que já se comprometeu e está indo, mas pensa em gastar menos", afirma Sciarretta.
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