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16/10/2008 - 19h56

BC tem ação correta diante de crise; veja Maílson da Nóbrega

da Folha Online

O Banco Central vêm atuando de forma correta diante dos desafios impostos pela crise financeira global, analisou Maílson da Nóbrega. Segundo ele, o governo fez o certo em deixar que a autoridade monetária brasileira ficasse na linha de frente no combate aos efeitos negativos da crise.

Segundo ele, a ação dos governos americano e dos países europeus também foi na direção certa ao evitar ao máximo a quebra do setor bancário, o que causaria um colapso no crédito. Ele ainda criticou a possibilidade do uso do depósito compulsório para financiar empresas que tiveram perdas com apostas erradas sobre o câmbio no mercado financeiro.

Neste videocast, veja a entrevista de Maílson da Nóbrega, sócio da Consultoria Tendências e ex-ministro da Fazenda.

Maílson da Nóbrega

"O Banco Central vem agindo de forma muito competente, adotando os instrumentos adequados, conversando com os mercados, e provavelmente vai adotar novas medidas, particularmente na irrigação do mercado cambial. Assim cria as condições para o restabelecimento mínimo do comércio exterior", disse Nóbrega.

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Mas Nóbrega acredita que o governo ainda pode agir em outras frentes que não a financeira. Um exemplo seria anunciar medidas para sinalizar uma maior austeridade fiscal. "É razoável não manter o mesmo nível de gastos", analisa. O ex-ministro também cita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia mobilizar a sociedade brasileira no sentido de adotar medidas para reforçar os alicerces da economia brasileira, como a aprovação do cadastro positivo e da reforma tributária.

EUA e Europa

Assim como por aqui, Nóbrega considerou corretas as ações tomadas pelo governo dos Estados Unidos e dos países que compõem a União Européia (UE), que injetaram recursos tanto nos empréstimos interbancários --o que garante a liquidez do sistema-- e nas próprias empresas financeiras, o que ajuda a dar confiança nestas companhias. "Nenhum governo responsável aceita a quebra de seu sistema financeiro", disse o economista.

Por isso, ele avalia que o único erro importante até o momento foi a negativa do governo americano em ajudar o banco de investimento Lehman Brothers, que acabou quebrando e gerou o estopim de desconfiança no mercado financeiro. "Ele errou na ação do Lehman Brothers porque acentuou a percepção de crise", explica. No dia seguinte, o governo americano se viu obrigado a injetar cerca de US$ 80 bilhões na AIG, a maior seguradora do mundo, o que abriu o caminho para as outras nacionalizações parciais que virão.

Apesar do processo de entrada dos governos no mercado financeiro, Nóbrega disse que isso não significa que a situação permanecerá. "Assim que retomar a normalidade, [os papéis dos bancos] serão vendidos", disse. Inclusive o ex-ministro acredita que ao final do processo o contribuinte ainda sairá ganhando, porque o governo comprou as participações a um preço abaixo do de mercado e venderá por bem mais quando o mercado acionário estiver normalizado --o que demorará, segundo ele, de três a quatro anos.

Compulsório

Sobre as perdas que diversas empresas exportadoras terão por terem realizado apostas erradas sobre o câmbio, o economista critica a hipótese do uso do depósito compulsório para financiá-las.

"É uma atitude absolutamente equivocada. Essas empresas assumiram riscos, algumas de forma consciente e outras por desinformação, e não cabe agora socializar esses gastos", analisou. "Evidentemente que o governo pode ajudar essas empresas em termos de capital de giro. Mas eu diria que a melhor ajuda que o governo pode dar a essas empresas não é fazer caridade com os compulsórios, mas atuando para restabelecer as condições de normalidade no mercado de câmbio".

Comentários dos leitores
Antonio Rodrigues Ferreira (54) 09/11/2009 13h41
Antonio Rodrigues Ferreira (54) 09/11/2009 13h41
Sr. CASSIO TAVARES - Sobre seu comentario:
Querer culpar o FHC pela pessima qualidade do ensino no Brasil é PURA FALTA DE BOM SENSO. O LULA já gastou sete dos oito anos e NADA FEZ.
Então porque não dizer que a culpa é dos DOIS??
Para se fazer algo, é preciso ter um diagnostico do problema, o que foi feito no Governo anterior. O PROVÃO, o ENEM dá ao Governo todas as informações para ele saber onde deve colocar os recursos e melhorar. Cadê a ação?
Ter uma população DESINFORMADA, SÓ AJUDA AOS POLITICOS. Dar bolsa familia também, quando não se ajuda a inserir os beneficiarios no mercado de trabalho. Esse era o projeto anterior. Cadê ação nesse sentido? Porque não copiaram essa parte do projeto do Governo anterior??
VOU REPETIR SEMPRE; Neste apaço, vejo MUITAS OPINIOES SENSATAS, MAS AINDA PREDOMINA AS TENDENCIOSAS.
PORQUE NÃO PARAMOS DE DISCUTIR QUEM É O MELHOR ENTRE LULA E FHC E APONTEMOS OS ERROS DE MODO A CONTRIBUIR PARA QUE SEJAM CORRIGiDOS?
Antonio R. Ferreira - B.Horizonte-MG
sem opinião
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O Pacificador (60) 09/11/2009 11h59
O Pacificador (60) 09/11/2009 11h59
Se o Brasil crescer 5% em 2010, como chutou o ACHÓLOGO Lula, ainda crescerá aproximadamente a metade da China e da Índia, por exemplo.
E quanto ao outro chutão dele, que as reservas chegariam a US$ 300 bi "em breve", seria interessante ele complementar a informação, dizendo a quanto chegará nossa dívida interna, que consta já estar acima de R$1 trilhão.
De qualquer forma, o governo federal, poderia então, com toda está abundância de caixa, dar o exemplo e pagar os precatórios federais, essa indecência que é tomar algo do cidadão, e pagar quando quiser, e se quiser.
Quem sabe assim os Estados, não seguissem o exemplo também, não é?
3 opiniões
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Cassio Tavares (542) 07/11/2009 22h14
Cassio Tavares (542) 07/11/2009 22h14
Marcos Hundsdofer, me desculpe se escrevi seu nome errado por ser um nome não muito comum a nós brasileiros. Mas o assunto é outro. Voce diz que a educação é fundamental para o desenvolvimento do país, qualquer que ele seja. Concordo plenamente. Acontece que o Brasil foi governado por 8 anos por um senhor que disse assim : ESQUEÇAM DE TUDO QUE ESCREVI. E aí. Um cidadão que fez curso superior, sabe falar, ingles, frances, polones, noruegues, chines, japones, paquistanes, mas não sabe portugues. É que ele fez uma confusão tão grande que no fim não sabia nem portugues. Como podemos ter uma educação de qualidade se o mais alto mandatário diz que é para botar fogo em tudo que escreveu e que vai um dia ( que Deus o tenha, apezar de ateu ) morre de uma doença rara : dor de cotovelo ou a conhecida, inveja.
E como tratar bem os aposentados se ele disse assim :
ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Não tentem consertar o que ele disse porque senão a emenda vai ficar pior que o soneto.
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