Videocast
18/10/2008 - 12h40

Segundo médicos, estado de saúde de adolescente baleada piorou; assista

da Folha Online

Piorou o estado de saúde da garota de 15 anos baleada na cabeça ontem após passar cem horas mantida refém pelo ex-namorado em Santo André (Grande São Paulo). Segundo os médicos, ela começou a ser retirada do coma induzido porque, por não apresentar reflexos, o objetivo é saber como a menina reagirá sem os medicamentos.

No videocast a seguir, o neurocirurgião Marco Túlio Sette compara este com outros casos semelhantes. Segundo ele, o quadro é gravíssimo e as seqüelas possivelmente serão grandes.

Cotidiano

A trajetória do tiro que atingiu a garota foi longa, e houve perda de massa encefálica. Segundo os médicos, ela está no nível mais baixo da escala Glasgow (que mede a intensidade do coma e vai de 3 a 15) --o considerado mais grave. Há risco de morte cerebral.

A menina também foi atingida por um tiro na virilha --a bala foi retirada ontem. Os pais da adolescente recebem atendimento no mesmo hospital.

A amiga da adolescente --também de 15 anos-- que estava no apartamento e foi baleada no rosto chegou consciente ao hospital, passou por cirurgia e passa bem. De acordo com os médicos do Hospital Santo André, a garota permanece na unidade semi-intensiva e a previsão é que fique ao menos uma semana internada.

O tiro comprometeu as estruturas internas do lábio e do nariz da menina, mas os tecidos já foram reparados. Ela perdeu um dente. A principal preocupação dos médicos é com o risco de infecção, o que será observado por 72 horas.

Reféns

Inconformado com o fim do relacionamento, Lindemberg Fernandes Alves decidiu render a ex-namorada na última segunda-feira (13). Na ocasião, ela estava em companhia de três amigos --dois garotos liberados no mesmo dia e a menina que, apesar de ter sido libertada 33 horas depois, retornou ao apartamento a quinta-feira (16).

A Polícia Militar invadiu o apartamento por volta das 18h10 desta sexta. No mesmo horário, a Polícia Militar reunia a imprensa para uma entrevista perto do prédio --segundo a corporação, seria para comunicar o impasse nas negociações.

Após uma explosão --aparentemente, uma bomba de efeito moral jogada no apartamento--, policiais militares do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) entraram no apartamento --alguns pela janela. Foram ouvidos três estampidos, semelhantes a tiros.

A Polícia Militar afirmou que invadiu o apartamento após ouvir um tiro e porque o comportamento de Alves, durante tarde, era muito agressivo. Alves foi preso, aparentemente, sem ferimentos graves.

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